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Reino de J. Borges estampa latas de queijo para as festas juninas

Vigor Alimentos firma parceria com o Memorial J. Borges para edição limitada de queijo do reino com quatro obras do mestre pernambucano J. Borges
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  1. Vigor Alimentos lança edição limitada de queijos com xilogravuras de J. Borges para festas juninas 2026
  2. Quatro embalagens colecionáveis trazem cenas de festejo e cultura nordestina disponíveis até julho de 2026
  3. Queijo do reino é segundo alimento mais comprado em festas de São João no Nordeste
  4. Cia. Müller parceira desde 2019 com latas de Cachaça 51 que venceu prêmio de design
  5. Nissin Foods lançou lámen com embalagem de J. Borges antes de seu falecimento em julho 2024
Xilogravuras de J. Borges estampam latas de queijo do reino Jong, dro grupo Vigor. Foto: Divulgação
Xilogravuras de J. Borges estampam quatro latas de queijo do reino Jong, dro grupo Vigor Alimentos. Foto: Divulgação

A Vigor Alimentos lançou edição limitada de latas colecionáveis de queijo do reino Jong e Jonguinho estampadas com xilogravuras de J. Borges, mestre pernambucano da xilogravura e do cordel, para a temporada junina de 2026. As quatro embalagens, desenvolvidas em parceria com o Memorial J. Borges, em Bezerros (PE), trazem cenas de festejo, cotidiano e alegria nordestina e estarão disponíveis até julho de 2026, acompanhando o ciclo das festas juninas.

Segundo a Jong, o queijo do reino é o segundo alimento mais comprado no período das festas de São João e ingrediente presente em diversas receitas típicas da culinária nordestina.

Gustavo Couceiro, gerente executivo da marca Jong, disse que o projeto vai além da embalagem. “Esta não é apenas uma embalagem colecionável, mas um encontro de legados. O queijo do reino Jong e a obra de J. Borges compartilham o mesmo DNA de celebração da cultura nordestina. É um projeto de construção conjunta que leva a autenticidade da nossa arte para dentro das festas de São João em todo o Nordeste”, afirmou.

Pablo Borges, filho do artista e gestor do acervo, disse que a parceria materializa o desejo do pai. “A lata do queijo do reino é um símbolo de celebração nas casas nordestinas, e unir esse ícone à xilogravura é transformar o cotidiano em um momento de apreciação cultural. É gratificante ver o legado de J. Borges atravessar gerações e fronteiras, agora de uma forma tão tátil e presente nas mesas de São João”, declarou.

Xilogravuras em produtos de consumo

A Cia. Müller de Bebidas usa as xilogravuras de J. Borges nas latas comemorativas de São João da Cachaça 51 desde 2019. A parceria rende uma coleção anual de 4 produtos: Cachaça 51 Branca em garrafa de 965ml, em lata de 350ml e em lata de 473ml, e Cachaça 51 Ouro em lata de 350ml.

A edição de 2025 da Cachaça 51 Ouro venceu o Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil, promovido pela Associação Brasileira de Lata de Alumínio (Abralatas), na categoria Outros Produtos, criada pela primeira vez nessa edição. “As latas comemorativas representam a união de dois ícones do Brasil: nossa cachaça e a arte de J. Borges. Vencer o Lata Mais Bonita reforça nosso compromisso em surpreender os consumidores e, ao mesmo tempo, celebrar nossas tradições”, disse Marina Flávia da Silva, head de marketing e trade marketing da Cia. Müller.

A Nissin Foods do Brasil lançou em fevereiro de 2025 o Nissin Lámen sabor Cuscuz com Calabresa com embalagem assinada pelo artista, com distribuição exclusiva nas regiões Nordeste e Norte. A empresa descreveu o produto como um dos últimos projetos assinados por J. Borges em vida, antes de seu falecimento em julho de 2024.

J. Borges
Xilogravurista pernambucano J. Borges, que faleceu em 2024, ficou conhecido por suas ilustrações do cordel nordestino. Foto: Arquivo pessoal

Quem foi J. Borges

José Francisco Borges (1935–2024), natural de Bezerros (PE), foi reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco, premiado pela Unesco e identificado por Ariano Suassuna como o maior gravador popular do Nordeste. Ao longo de seis décadas de produção, criou mais de 300 folhetos de cordel e um acervo de xilogravuras que se tornaram vocabulário visual do sertão. Suas obras foram exibidas no Louvre e no Smithsonian e integram a coleção permanente do Museum of International Folk Art, em Santa Fé (EUA).

Desde o falecimento do mestre, a família mantém viva a produção e a memória do artista por meio de festivais, exposições e parcerias que levam sua obra a novos contextos e públicos.

Leia mais: Justiça da Paraíba mantém derrota da Yakult e limita monopólio de embalagens

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