
A empresa alagoana Isobloco e as startups Sandora e Mulheres Conectadas são finalistas do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI), que reconhece soluções inovadoras com impacto social em todo o Brasil. O anúncio dos vencedores acontecerá no dia 26 de março, durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, realizado no WTC, em São Paulo.
As três estão entre as 59 empresas finalistas que concorrem em categorias diferentes. A Isobloco foi selecionada como uma das três finalistas da categoria descarbonização, como pequena empresa. Em 2018, a Isobloco foi semifinalista do prêmio e em 2023 foi finalista.
A empresa desenvolveu sistemas construtivos à base de concreto nanocelular e vem ampliando sua presença no mercado nacional com soluções voltadas à redução de custos, eficiência energética e menor impacto ambiental. O avanço tecnológico da companhia agora abre espaço para uma nova etapa: a inserção em mercados internacionais por meio de conexões estratégicas na Alemanha.

Criada em 2018 pelo engenheiro mecânico Henrique Ramos, a empresa estruturou seu modelo de negócio a partir da industrialização da construção civil, combinando pesquisa em engenharia de materiais e processos modulares.
Já a startup Mulheres Conectadas concorre na categoria Digitalização de Negócios. Liderada por Gesyca Santos e Alessandra Pontes, desenvolve um dispositivo educacional voltado à alfabetização digital de mulheres em situação de vulnerabilidade, com trilhas de aprendizagem personalizadas nas áreas de tecnologia, empreendedorismo e liderança, aliando inclusão digital e sustentabilidade.

A Sandora, liderada por Meline Lopes, disputa na modalidade IA para Produtividade. Ela é uma plataforma que utiliza inteligência artificial e análise de dados para identificar, monitorar e prevenir riscos psicossociais no ambiente de trabalho, como burnout e assédio, auxiliando empresas na tomada de decisões e na promoção de ambientes mais saudáveis e seguros.
Mentorias têm contribuído para desenvolvimento de startups em AL
As startups finalistas desta edição do Prêmio Nacional de Inovação são apoiadas pelo programa desenvolvido pela Secretaria de Estado Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Secti), o Mentoring Team.
A titular da Secti, Aline Rodrigues, enfatiza a crescente relevância de Alagoas no ecossistema de inovação.

“Ter duas startups alagoanas lideradas por mulheres entre os finalistas do Prêmio Nacional de Inovação é motivo de grande orgulho para o nosso estado. Esse resultado mostra a força do ecossistema de inovação de Alagoas e o potencial transformador das iniciativas que estamos apoiando por meio de programas como o Mentoring Team. Na Secti, trabalhamos para criar oportunidades, fortalecer empreendedores e estimular soluções tecnológicas que gerem impacto social e desenvolvimento para a nossa sociedade”, destacou.
Para a co-CEO da startup, Gessyca Santos, o programa Mentoring Team teve um papel fundamental desde a sua ideação.
“O Mentoring Team oferece suporte em áreas estratégicas para startups, como precificação, direito, tecnologia e marketing, e foi fundamental para o amadurecimento do nosso modelo de negócio. Hoje, enxergamos o programa como uma iniciativa muito importante para o fortalecimento do ecossistema de inovação em Alagoas e somos muito gratas pelo apoio recebido ao longo dessa jornada”, destacou.
Já Meline Lopes destacou que a iniciativa reforça a importância de desenvolver soluções tecnológicas voltadas a desafios reais da sociedade.
“Na Sandora, acreditamos que a inteligência artificial pode ser uma poderosa aliada para ampliar o acesso a soluções de saúde mental e promover ambientes mais saudáveis e produtivos. Estar entre os finalistas de um prêmio tão seletivo nos motiva ainda mais a continuar inovando e levando impacto positivo para cada vez mais pessoas e organizações”, afirmou.
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