
Por Portal Folha de Pernambuco
Com movimentação moderada por volta das 9h da manhã desta terça-feira (23), o Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa-PE) ainda recebia consumidores que buscavam fazer as compras de milho para as festas de São João. O movimento no Pátio do Milho, intenso no início do dia, foi perdendo força ao longo da manhã.
Com a mão de milho verde sendo negociada por preços que rondavam os R$ 50,00, o acumulado de espigas de milho vendidas até o domingo (21) foi de 7,242 milhões, segundo balanço parcial do entreposto. O resultado aponta para uma redução de pouco mais de 18% na comercialização de espigas em relação a 2025, quando foram comercializadas 8,839 milhões.
Segundo o diretor técnico operacional do Ceasa-PE, Charles Gultiergue, a diferença é explicada pelo calendário junino deste ano. “No ano passado, o período de maior procura coincidiu com o fim de semana, o que antecipou mais fortemente as compras e elevou o volume comercializado nos dias anteriores. Em 2026, com o São João caindo no meio da semana, a tendência é de que muitos compradores deixem a aquisição do milho mais próxima da data, especialmente nos dias 22, 23 e 24”, explicou Gultiergue.
O domingo (21) registrou uma oferta de 1,053 milhão de espigas e o comércio de 144.840 mãos vendidas. Em relação ao ano passado, esse volume havia sido de 176.780 mãos, uma variação de 16,07%. Apesar da diferença no volume ofertado, o preço médio da mão de milho se manteve estável no comparativo anual, segundo o Ceasa-PE. Entre 1º e 22 de junho, a média ficou em R$ 53 tanto em 2025 quanto em 2026. Já no dia 22 de junho, os preços praticados no Ceasa variaram entre R$ 40 e R$ 60 por mão.
Funcionando de forma ininterrupta desde o dia 15 deste mês, o entreposto segue com o formato 24 horas até quarta-feira (24), dia de São João. Há a expectativa, por parte do Ceasa-PE, de que as vendas dos dias 22 e 23 tragam um incremento importante para o balanço final do mês, esperando-se superar a marca de 11,5 milhões de espigas vendidas, o que representaria um aumento de 5% em relação a 2025.
Véspera de São João
Marcondes Ribeiro, comerciante de Limoeiro, disse que venderá boa parte do milho ainda hoje, pois amanhã, dia de São João, o movimento será mais fraco. “A feira boa é hoje mesmo.”
Do lado dos consumidores, há quem chegue logo cedo para fazer pesquisa de preços e esperar uma queda para poder comprar a mão de milho. É o caso de Marcelo Santana, morador de Aldeia. Ele contou que, apesar dos vários ônibus que pegou para chegar ao Ceasa-PE, valeu a pena por encontrar preços melhores. “Do começo da feira em diante é que você vai pegar milho em promoção.”
Os dados de procedência mostram que Pernambuco segue como principal origem do milho comercializado no Ceasa-PE neste mês, respondendo por 68% do total registrado até agora. Entre os municípios pernambucanos com maior participação estão Passira, Gravatá, Ibimirim, Bonito, Chã Grande e Barra de Guabiraba. Também há fornecimento vindo de Sergipe (16%), Paraíba (12%), Rio Grande do Norte (3%) e Ceará (1%).
Segundo o Ceasa-PE, até o encerramento do mês, novos números devem ser incorporados ao resultado final de junho, especialmente com a continuidade do plantão do milho até o dia 24.
Leia mais: São João movimenta economia em R$ 1,1 bi e amplia cultura de investimentos em PE










