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Em meio a escândalo do Banco Master, Lula reúne STF, BC, PF e Receita

Presidente Lula anunciou que quer elevar status de ação do Estado, o combate ao crime organizado
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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante transmissão de cargo para o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante transmissão de cargo para o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em meio ao escândalo do Banco Master, que apura desvios do sistema financeiro para abastecer o patrimônio pessoal dos investigados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva coordenou uma reunião na manhã desta quinta-feira (15), no Palácio do Planalto, com ministros, integrantes do Judiciário e chefes de órgãos de investigação para debater o combate ao crime organizado.

Na quarta-feira (14), investigadores da Polícia Federal manifestaram preocupação com a decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, que determinou o lacre e envio imediato ao Supremo de todos os materiais apreendidos na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (14), no âmbito do Caso Master.

 “Houve uma decisão do presidente da República, compartilhada por todos esses atores, de elevar ao status de ação do Estado, o combate ao crime organizado. De maneira que a relevância que o crime organizado assumiu nesse momento impõe, na percepção do presidente e  de todos esses atores, a necessidade de uma atuação conjunta de todos os órgãos do Estado”, afirmou o novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, em entrevista a jornalistas, após a reunião.

O encontro reuniu o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo; o chefe da Receita Federal, Robinson Barreirinhas; o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; e o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.  

Escândalo Banco Master

O caso do Banco Master é investigado pela PF e PGR, tramita no STF e envolveu um processo de liquidação do Master pelo Banco Central.

Segundo Lima e Silva, as autoridades discutiram o tema do combate ao crime organizado como “eixo” de ação do Estado, e não tratou de casos específicos.

“Eu acho que há uma constatação de que o tamanho do problema justifica e merece uma conjugação de esforços dessa escala”, afirmou o ministro a jornalistas. Ele estava acompanhado do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.  

Ainda nesta quinta, Lima e Silva deve se reunir novamente com o presidente Lula, acompanhado do ex-ministro Ricardo Lewandowski, para uma cerimônia simbólica de posse no cargo.

Em seguida, ele falará novamente com a imprensa para apontar as prioridades da sua gestão à frente da pasta.

*Com informações da Agência Brasil

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