
O setor de alimentação fora do lar em Pernambuco volta a respirar aliviado e projeta um final de ano de forte recuperação e expansão. Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PE), entre 13 e 21 de outubro, com empresários locais, revela um cenário de otimismo generalizado: a ampla maioria dos estabelecimentos espera aumento nas vendas e já planeja reforçar o time para atender à demanda crescente.
Segundo o levantamento, 84% dos bares e restaurantes pernambucanos projetam crescimento no faturamento no último trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Apenas 5% esperam estabilidade, enquanto 9% preveem queda. A expectativa majoritária é de elevação expressiva nas vendas, com crescimento de dois dígitos.
Contratações nos bares: onda de recuperação
O otimismo se reflete diretamente na geração de empregos. Quatro em cada dez empresários (40%) afirmam que pretendem contratar novos colaboradores até o fim do ano, impulsionados pela perspectiva de aumento do movimento. Outros 55% devem manter o quadro atual, e apenas 5% planejam cortes. Dado o tamanho do setor no estado, esse movimento pode representar a criação de milhares de novas vagas — desde cozinheiros e auxiliares de cozinha até garçons, atendentes e caixas —, dando novo ânimo ao mercado de trabalho local.
Para o presidente da Abrasel em Pernambuco, Tony Sousa, os números demonstram a força e a resiliência dos empreendedores do setor.
“Depois de anos difíceis, ver 84% das empresas projetando crescimento nas vendas e 40% planejando novas contratações é sinal claro de retomada sólida. Esse otimismo é fruto da modernização da gestão, da reorganização dos negócios e da perseverança dos empreendedores locais. Mesmo diante da inflação e do endividamento, bares e restaurantes continuam acreditando no futuro”, afirma.
Desafios seguem no radar dos bares
Apesar da retomada, os desafios financeiros ainda são realidade para uma parte significativa do setor. A pesquisa mostra que, em setembro, 22% das empresas registraram prejuízo, 35% ficaram no ponto de equilíbrio e 43% fecharam o mês com lucro.
Além disso, 39% dos estabelecimentos ainda possuem pagamentos em atraso, e 29% não conseguiram reajustar os preços do cardápio ao longo dos últimos 12 meses — o que indica dificuldade em repassar custos crescentes ao consumidor e preservar a margem de lucro.
Ainda assim, a expectativa é que o aumento no volume de clientes e o maior giro de capital ajudem a compensar os custos e consolidar a recuperação, encerrando 2025 com saldo positivo para o setor.
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