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Oncoclínicas entram em recuperação extrajudicial para renegociar R$ 5,1 bilhões

A Oncoclínicas afirma que clínicas, hospitais e atendimentos seguem funcionando normalmente
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  1. Oncoclínicas anuncia recuperação extrajudicial para renegociar débito de R$ 5,1 bilhões com credores
  2. Credores representando 37% das dívidas já aderiram ao plano de reestruturação financeira da empresa
  3. Clínicas, hospitais e atendimentos oncológicos seguem operando normalmente durante processo de renegociação extrajudicial
  4. Empresa atua em cinco estados nordestinos, com destaque para operações em Pernambuco, Bahia e Ceará
  5. Medidas incluem alongamento de prazos, conversão de dívidas em ações e aporte de novos recursos
Oncoclínicas
Unidade da Oncoclínicas no Recife/Foto: reprodução

A Oncoclínicas anunciou em 13 de julho pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas. O plano já teria adesão de credores que representam 37% dos subsídios e previsões de aporte de acionistas, conversão de dívida em ações, refinanciamento e alongamentos de prazos. A companhia afirma que clínicas, hospitais e atendimentos seguem funcionando normalmente.

Na manhã desta terça-feira, a companhia enviou fato relevante ao mercado destacando que 37% dos credores abrangidos aderiram ao plano.

Recuperação extrajudicial é uma renegociação coletiva de dívidas feita, em geral, fora do processo judicial. Ela não significa falência, mas indica que a empresa enfrenta uma dificuldade financeira relevante e precisa reorganizar seu passivo para continuar operando.

A empresa alegou agravamento do ciclo de prejuízos, com problemas como desabastecimento de medicamentos, o que afetou a operação e as receitas.

As ações das Oncoclínicas caíram fortemente nos últimos pregões, recuperando parte das perdas após a notícia; houve quedas de dois dígitos em determinados dias.

Plano e prazos da Oncoclínicas

A companhia aprovou internamente o pedido e prazo de 90 dias para obter o percentual mínimo de adesão dos credores e homologar o plano extrajudicial. Entre as medidas previstas estão o alongamento de prazos e a reestruturação das dívidas.

As Oncoclínicas negociam diretamente com parte dos credores novas condições, como aumento do prazo para pagamento, redução de juros ou do valor da dívida, troca de dívida por ações e entrada de novos recursos. Depois, o plano pode ser levado à Justiça para homologação. Com apoio de credores que representam mais da metade dos créditos de cada categoria incluída, o plano pode passar a valer também para os credores dissidentes, desde que cumpridos os requisitos legais.

Atuação no Nordeste

A Oncoclínicas atua no Nordeste, pelo menos, na Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Em Pernambuco, por exemplo, a empresa já operava com quatro unidades e ampliou a presença com parceria com a Unimed Recife. Empresa havia projetado investimentos da ordem de R$ 280 milhões em cinco anos, numa parceria com a Unimed Recife, maior operadora de saúde da capital pernambucana.

Por meio desse acordo, a Oncoclínicas vinha coordenando os serviços médicos ambulatoriais oncológicos e de terapias sistêmicas imunomediadas para da Unimed Recife. Isso fortaleceu a companhia no Estado, onde já opera com quatro unidades.

Com 134 unidades em 13 Estados, a Oncoclínicas tem maior presença em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, além do Distrito Federal.

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