
A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) está acabando os detalhes para iniciar os procedimentos que vão resultar na futura Parceria Público-Privada (PPP) para a construção e operação do futuro sistema de distribuição de água do Sistema do Engenho Maranhão, a última grande reserva hídrica da Região Metropolitana do Recife (RMR). O empreendimento será localizado entre Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, vai ofertar mais água para o abastecimento humano e também as grandes indústrias que consomem água bruta e se instalem no Complexo Industrial Portuário de Suape.
A barragem do também vai ajudar a evitar as cheias provocadas pelo transbordamento do Rio Ipojuca. A expectativa é de que seja feita uma consulta pública ainda este ano, segundo o diretor de Mercado e Parcerias da Compesa, Ricardo Torres. Depois da consulta pública, serão recebidas as contribuições que podem contribuir para definições no edital que vai escolher a empresa que vai participar da PPP. O projeto da PPP será concluído até o quarto trimestre de 2025.
A empresa que for participar da PPP deve fazer um investimento estimado em R$ 310 milhões, concentrados nos primeiros quatro anos da parceria. Desse total, entre 70% e 80% devem ser empregados na construção da barragem, mas estão previstas também obras como adutoras, a ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Suape que sairá de 300 litros por segundo para 1600 litros por segundo de água tratada. Além da construção, a empresa vai operar o sistema.

A Compesa e o Sistema da Barragem Maranhão
O governo do Estado está preparando uma concessão parcial dos serviços de distribuição de água e coleta de esgoto realizado pela Compesa. A futura concessão não vai atrapalhar a PPP. Segundo Ricardo Torres, o Sistema do Engenho Maranhão é de produção de água, atividade que vai continuar sendo feita pela Compesa, que continuará estatal mesmo depois da concessão.
A PPP do Sistema da Barragem Maranhão deve acontecer num prazo de 30 anos. A barragem vai represar as águas do Rio Ipojuca que percorre 320 km, de Arcoverde até Suape. Grande parte do leito do rio é intermitente, só sendo perene a partir de Caruaru. Geralmente, o rio tem uma sobreoferta de água nos meses de maio, junho e julho.
“A barragem também vai funcionar como uma reserva para não faltar água durante o verão em cidades que aumentam muito a demanda por causa do turismo”, comenta Ricardo.
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