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Alvoar estreia em julho em Alagoas com leite em pó e gera 180 empregos

Grupo Alvoar, dono das marcas Betânia, Camponesa e Embaré vai operar em Batalha na antiga fábrica da CPLA, comprada por R$ 60 milhões
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  1. Alvoar inicia operações em julho em Batalha com produção de leite em pó para 120 empregos diretos.
  2. Segunda fase de produção de queijos ampliará geração de empregos para 180 postos de trabalho na unidade.
  3. Grupo adquiriu fábrica da CPLA por 60 milhões e realiza modernização nas instalações de processamento leiteiro.
  4. Expansão agrícola em Sealba viabilizou confinamento de rebanhos e modernização de fazendas de produção leiteira regional.
  5. Três indústrias de laticínios adquirirão um milhão de litros de leite diariamente gerando mais 20 mil empregos.
Alvoar
Na segunda etapa, a Alvoar vai gerar mais 60 empregos com foco na produção de queijos/Foto: reprodução do site

 O grupo Alvoar, detentor das marcas Betânia, Camponesa e Embaré, confirmou que vai iniciar as operações em Alagoas, no município de Batalha, no mês de julho. A unidade funcionará na fábrica que antes pertencia à Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA) e foi adquirida por R$ 60 milhões e vai, na primeira fase, produzir leite em pó.

A CPLA foi adquirida pelo grupo Alvoar em dezembro de 2025 e vem realizando reforma e modernização da unidade de processamento. Os testes de produção já foram iniciados e a previsão é que na primeira fase de operação, a nova fábrica gere 120 empregos diretos.

Em visita realizada nesta sexta-feira (12), o presidente do grupo Alvoar, Bruno Girão, destacou que a segunda fase de operação da unidade prevê a produção de queijos, o que vai ampliar para 180 os postos de trabalho.

“Em julho iniciaremos com a capacidade máxima de produção de leite em pó. Em uma segunda etapa, passaremos a produzir queijo. Inicialmente, esses serão os dois produtos da planta em Alagoas”, explicou.

Girão também destacou que o interesse crescente pela produção de leite na região está relacionado à expansão da fronteira agrícola entre Sergipe, Alagoas e Bahia, região conhecida como Sealba.

“É uma microrregião onde, com a adaptação de sementes, foi possível produzir milho, o que viabilizou a modernização das fazendas com o confinamento do rebanho leiteiro”, disse.

Visita governador Paulo Dantas à fábrica da Alvoar em Batalha
Presidente do grupo Alvoar, Bruno Girão, e do governador Paulo Dantas, realizaram visita à unidade da Alvoar, que inicia operações em julho no estado. Foto: Pei Fon

Durante a vistoria, o governador destacou a grandiosidade do empreendimento, ressaltando que a Alvoar é atualmente o quinto maior grupo de lácteos do Brasil.

 “Essa indústria tem capacidade para adquirir 400 mil litros de leite por dia. Quando a Natville entrar em operação, também comprará outros 400 mil litros, e a Piracanjuba, mais 200 mil litros. No total, estamos falando de 1 milhão de litros de leite sendo adquiridos diariamente por essas três indústrias. Isso representa a geração de mais de 20 mil empregos na região”, afirmou.

A Alvoar Lacteos inicia em julho a sua operação em Batalha e reforça cadeia produtiva do leite na região. Foto: Pei Fon/Agencia Alagoas

Cadeia do leite atrai grandes empresas para Alagoas

O anúncio de três das maiores empresas de laticínio do país entrando como gestoras da principal cooperativa de leite do estado é uma continuidade de um processo de atração de grandes empresas para os municípios produtores de leite.

No mês de maio, a Piracanjuba oficializou que adquiriu o Laticínio Sertão, que fica no município de Monteirópolis, em Alagoas.  O Laticínio Sertão é especializado na produção de queijos e foi fundado em 1955 e possui uma área total de 70 hectares.  Entre os itens fabricados estão queijo coalho, muçarela, prato, provolone, ricota, cheddar, requeijão e manteiga, com distribuição concentrada no Nordeste.

Segundo informou a Piracanjuba ao Movimento Econômico na época, o contrato prevê a transferência integral do controle da indústria para o grupo e neste primeiro momento, a produção seguirá com a marca Laticínio Sertão e, gradualmente, passará a incorporar a marca Piracanjuba.

Laticínio Sertão foi adquirido pelo Grupo Piracanjuba, em Monteirópolis, Alagoas
Laticínio Sertão, localizado em Monteirópolis, foi adquirido pelo grupo Piracanjuba e vai produzir laticínios com leite produzido no Sertão alagoano. Foto: Ascom Piracanjuba

 A conclusão da transação está condicionada à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Até a decisão definitiva do órgão, o Laticínio Sertão e o Grupo Piracanjuba seguirão operando de forma autônoma e independente.

Além da Piracanjuba, outras empresas do segmento já anunciaram investimentos. A Natville está construindo uma nova fábrica no município de Batalha com previsão de beneficiar aproximadamente 300 mil litros de leite por dia, além de projetar um faturamento anual de R$ 1 bilhão.

Nesta nova unidade, a Natville está investindo R$ 500 milhões e pretende gerar 500 empregos diretos e 5 mil indiretos, e atenderá centenas de pequenos produtores de todo o Sertão. O governo do estado concedeu R$ 200 milhões em incentivos fiscais para esta nova fábrica.

A outra unidade do grupo funciona em União dos Palmares e foi inaugurada em 2021 e processa 150 mil litros de leite por dia.

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