- Publicidade -

BNDES lança chamada de R$ 120 mi para água e Fortaleza é a única do Nordeste

Fortaleza é a única cidade nordestina na chamada do BNDES de R$ 120 mi para bacias hidrográficas. ANA aponta risco de queda de até 40% na disponibilidade hídrica no Brasil
- Publicidade -
Ouvir o Artigo Gerando áudio…
~3:30
  1. BNDES disponibiliza R$ 120 milhões para recuperação ambiental e segurança hídrica em grandes centros urbanos brasileiros.
  2. Fortaleza é única cidade nordestina selecionada para chamada pública de financiamento de projetos de restauração de bacias hidrográficas.
  3. Região Metropolitana de Fortaleza abastece 4,5 milhões de pessoas através de sistema dependente de grandes açudes interligados como Castanhão e Orós.
  4. Projetos devem investir entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões com execução de até 48 meses focando restauração ecológica com vegetação nativa.
  5. ANA identifica risco de redução de até 40% da disponibilidade hídrica no Nordeste, justificando investimentos em resiliência climática.
BNDES lança chamada de R$ 120 mi para água e Fortaleza é a única do Nordeste
Fortaleza é dependente de um sistema hídrico formado por grandes açudes interligados, entre eles o Castanhão — o maior do Ceará — e o Orós. Foto: Jade Queiroz/MTUR

Fortaleza é a única cidade nordestina entre as contempladas pela chamada pública “BNDES Territórios da Restauração — Bacias Resilientes”, lançada nesta sexta-feira (12) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar projetos de recuperação ambiental e segurança hídrica em grandes centros urbanos. O valor total é de até R$ 120 milhões, dos quais R$ 60 milhões serão financiados pelo BNDES e o restante por parceiros públicos ou privados. As demais cidades contempladas são as regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista, Rio de Janeiro e Distrito Federal e cidades satélites, além de Cuiabá, Porto Velho e Rio Branco.

A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) abastece cerca de 4,5 milhões de pessoas a partir de um sistema hídrico dependente de grandes açudes interligados, entre eles o Castanhão — o maior do Ceará — e o Orós. Em fevereiro de 2026, a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) acionou operação emergencial para retomar a transferência de água do Castanhão e do Orós para a RMF, procedimento que não era necessário desde 2019 porque os reservatórios metropolitanos haviam atingido 100% de suas reservas. O Castanhão, que chegou ao mínimo histórico de 2,1% em 2018, encerrou a quadra chuvosa de 2025 com apenas 29% da capacidade — abaixo dos 35,6% registrados no mesmo período de 2024 — e em junho de 2026 ultrapassou 32%, ainda longe da plena segurança hídrica.

A Agência Nacional de Águas (ANA) identificou risco de redução de até 40% da disponibilidade hídrica em várias regiões do Brasil, incluindo o Nordeste. Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, preparar as cidades para esse cenário é uma urgência. “Apesar de termos a maior oferta de água doce do planeta, estamos destruindo um elemento que é essencial à vida, que é a água pura, a água com qualidade. Ao restaurar nascentes, matas ciliares e bacias hidrográficas que abastecem as grandes metrópoles, estamos investindo em resiliência e adaptação climática e garantindo segurança hídrica para milhões de brasileiros”, disse.

Fortaleza integra critérios de seleção

Serão selecionados projetos com investimentos entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões, com prazo de execução de até 48 meses. As propostas deverão contemplar obrigatoriamente ações de restauração ecológica ou produtiva com vegetação nativa em nascentes e margens de rios. Entre as ações previstas estão jardins de chuva, parques lineares, biovalas, infraestrutura verde e tecnologias sociais de captação e reuso de água. Os projetos podem ser implantados em unidades de conservação, áreas de preservação permanente, assentamentos de reforma agrária, territórios indígenas, quilombolas e áreas públicas urbanas.

Poderão participar pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos e de direito público federal e estadual, individualmente ou em parceria. Os critérios de avaliação incluem alinhamento a políticas públicas, impacto sobre biodiversidade, capacidade técnica, qualidade da proposta, volume de contrapartida, potencial de redução de emissões de gases de efeito estufa e recuperação da qualidade da água. O prazo para submissão das propostas é de 90 dias. A comissão de seleção será composta pelo BNDES, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ibama e ICMBio.

*Com informações do BNDES

Leia mais: Nordeste domina ranking de queda de pobreza, com João Pessoa na liderança

- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Notícias

- Publicidade -