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Comércio do Centro do Recife atrai 65,1% dos consumidores, diz pesquisa

O preço competitivo e a variedade são apontados como o grande atrativo do comércio do Centro do Recife numa pesquisa da CDL Recife e Unifafire
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O Centro do Recife tem mais de 1,5 mil lojas, segundo informações do censo lojista realizado em 2022. Foto:CDL Divulgação

Dos frequentadores do comércio do Centro do Recife, 45,3% apontaram o preço competitivo como o maior atrativo para comprar nesta região, seguido por variedade na oferta de produtos. As informações fazem parte da pesquisa Perfil do Consumo no Centro do Recife realizada numa parceria entre a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da capital pernambucana e Centro Universitário Frassinetti do Recife (Unifafire).

O Centro do Recife é o local preferido para fazer compras por 65,1% dos entrevistados e 78,2% deles recomendariam a região para compras. Os entrevistados também apontaram a necessidade do centro ter mais segurança e limpeza na área. O estudo entrevistou 536 pessoas pessoas que estavam no Centro do Recife entre os dias 23 e 27 de março.

Entre os produtos mais comprados, vestuário tem a liderança com 55,6%, seguido por calçados (36,6%) e alimentação (28,9%). A maioria dos consumidores (71,3%) compara preços antes de comprar, indicando um perfil sensível a custo.

Em relação ao gasto, 15,9% gastam até R$ 50,00 por visita; 26,7% entre R$ 51 e R$ 150 e 29,1% desembolsa entre R$ 151 e R$ 300. A principal forma de pagamento é o PIX utilizado por 38,1% dos entrevistados, vindo em seguida o dinheiro (28%).

A mobilidade é um ponto relevante: 61,6% chegam ao Centro de ônibus, o que reforça a dependência do transporte público. “A mobilidade para ir ao centro é um problema, porque o trânsito é ruim”, afirma o presidente da CDL Recife, Fred Leal.

O comércio no Centro do Recife

Outros problemas são a percepção de segurança apontada como ruim por 48,1% com 83% dos entrevistados dizendo que têm que melhorar neste aspecto. Outros gargalos apontados pelos participantes do estudo são limpeza urbana (63,2%), seguido por organização do comércio (39,2%).

Na parte digital, o comércio ainda tem baixa integração: 59,9% não seguem lojas nas redes sociais e 70,7% nunca compraram online de estabelecimentos físicos do Centro. “O lojista do centro é pouco digitalizado e isso é importante para atrair os jovens”, comenta Fred, acrescentando que a pesquisa é importante porque mostra pontos que o comércio do Centro precisa atacar para atrair novos consumidores. “Esses dados são fundamentais para a busca por melhorias no Centro do Recife, reforçando o protagonismo econômico da área”, diz.

O público que compra no centro é majoritariamente feminino (58,4%), com maior concentração de idade entre 45 e 59 anos (28,2%), e predominantemente residente no Recife (66,3%), mas com forte presença dos outros municípios da Região Metropolitana (31,2%).

O Centro do Recife tem mais de 1,5 mil lojas, segundo o último censo lojista, realizado em 2022, pela CDL Recife. Os estabelecimentos atuam em diversos segmentos, como vestuário, calçados, bijuterias, cosméticos e beleza, móveis e decoração, aviamentos, artigos para festa e eventos, itens para alimentação, embalagens, eletrônicos e eletroportáteis, construção e brinquedos.

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