- Publicidade -

Surfix avança na certificação Tier III e eleva padrão de data centers em PE

De acordo com o CEO, a Surfix passa a operar como o único data center com selo Tier III em Pernambuco
Patricia Raposo
Patricia Raposo
De Recife CEO do Movimento Econômico [email protected]
- Publicidade -
Surfix Data Center
Aresk Melo, CEO da Surfix Data Center, entre os diretores Marcus Andrade e Felipe Grimaldi /Foto: ME

A Surfix Data Center avançou mais uma etapa no processo de certificação Tier III e anunciou a conquista da Tier III Facility — fase que valida, na prática, que a estrutura foi construída e executada conforme o projeto aprovado, atestando o alto padrão de infraestrutura do data center no Recife.

A certificação é emitida pelo Uptime Institute, referência internacional em padrões de disponibilidade e desempenho para data centers. No site do instituto, a unidade Surfix Data Center Recife 1 (REC 01) aparece listada com Tier III Certification of Design Documents e Tier III Certification of Constructed Facility (Facility).

A Surfix atende cerca de 500 empresas em Pernambuco, com foco em B2B, e modelo de negócios voltado ao edge — conceito que visa aproximar dados e serviços do cliente para reduzir latência (tempo de resposta) em aplicações sensíveis, como robótica, por exemplo.

Da etapa “Design” à “Facility”: o que mudou

Segundo Aresk Melo, sócio e CEO da Surfix, nesta etapa de adequação e certificação, o investimento foi de R$ 2,5 milhões. Ele destaca que o Tier III está associado a uma operação com alta disponibilidade e arquitetura preparada para manutenção sem interrupção, com redundâncias nos sistemas críticos.

A jornada do Tier III possui três estágios. O primeiro é o Design (documentação do projeto), já obtido pela empresa, que avalia o desenho técnico submetido ao instituto. O segundo é a Facility, recém-conquistado, quando o projeto aprovado é executado e auditado no ambiente real. A terceira fase é a Operations, voltada para os processos e rotinas operacionais que asseguram a manutenção do padrão ao longo do tempo.

O Uptime Institute descreve a certificação Facility como forma de garantir que a unidade foi construída para entregar a capacidade, efetividade e confiabilidade projetadas.

O patamar de disponibilidade na etapa Facility é estimado em 99,982%, o que corresponde a, no máximo, cerca de 1,6 hora de indisponibilidade por ano. Aresk reforça que essa arquitetura energética sustenta o elevado SLA (Service Level Agreement, ou Acordo de Nível de Serviço), que define, em contrato, o nível de qualidade e disponibilidade que o data center deve entregar ao cliente, bem como as responsabilidades do fornecedor em caso de falhas.

Único em operação em PE

De acordo com o CEO, a Surfix passa a operar como o único data center com selo Tier III em Pernambuco e um dos poucos no Nordeste. Na prática, o selo posiciona a empresa para atender organizações que exigem alto nível de continuidade — como operações críticas de TI, telecom, saúde e serviços financeiros — e reforça a confiabilidade para migração de estruturas ainda mantidas como Centros de Processamento de Dados (CPD) internos.

A empresa informou que já iniciou os trabalhos para obter a certificação Tier III Operations, voltada à consolidação de padrões de gestão e processos que assegurem a continuidade da operação.

Data center garante energia

“Nosso data center não tem foco em IA”, ressaltou o CEO, demonstrando que a garantia de energia é um tema central para a confiabilidade do data center. Isso porque, equipamentos com foco em serviços de IA consomem muita energia — o que não ocorre nos voltados ao modelo edge.

Aresk revelou que a Surfix chegou a planejar geração própria de energia, mas esbarrou na dificuldade de transmissão – problema que se agravou no Nordeste nos últimos anos -o que impediu a aprovação de nova infraestrutura elétrica junto à concessionária. A solução foi migrar para o mercado livre de energia.

Diferente dos grandes data centers voltados à IA, que podem demandar até 120 kVA por rack, a Surfix opera com estrutura preparada para até 20 kVA por rack, sendo que a demanda média atual dos clientes está abaixo de 5 kVA. Isso reduz a pressão sobre o sistema elétrico e amplia a previsibilidade da operação.

“Mas temos uma vantagem locacional estratégica. A cerca de 200 metros daqui tem uma subestação da Celpe, com aproximadamente 70% de capacidade ociosa, o que aumenta a segurança energética do nosso data center”, sustenta.

O CEO ressalta que a infraestrutura de um data center Tier III é projetada para não parar, contando com dois geradores, dois no-breaks, bancos de baterias redundantes e sistemas duplicados para todos os componentes críticos.

“Essa estrutura garantiu que, desde o início da operação, em 2019, tivéssemos zero interrupções do sistema (downtime), mesmo em episódios de falta de energia externa”, disse.

Veja também:

Axia investe R$ 90 mi em planta híbrida com baterias, eólica, solar e data center

TiKTok, data center e “não” de Lula: data center gera polêmica por água no CE

- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Notícias

- Publicidade -