
O Nordeste abriu 11.629 postos de trabalho formais em fevereiro de 2026, com a Bahia respondendo por 6.890 vagas — mais da metade do saldo regional no mês. Os dados integram o resultado nacional de 255.321 empregos gerados no período, segundo o Novo Caged divulgado nesta terça-feira (31) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado decorreu de 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos, com todos os cinco grandes setores em campo positivo. Na comparação com fevereiro de 2025, quando foram criados 440.432 postos com ajuste, o resultado de 2026 representa retração de 42% — o terceiro menor saldo para meses de fevereiro desde o início da série, em 2020.
No recorte regional, seis dos nove estados nordestinos registraram saldo positivo em fevereiro. Após a Bahia (6.890), o Ceará gerou 4.316 vagas, Sergipe contribuiu com 2.394, o Maranhão com 2.041, o Piauí com 1.275 e Pernambuco com 1.143. Os três estados com retração foram Alagoas (-3.023), Rio Grande do Norte (-2.221) e Paraíba (-1.186) — os únicos casos negativos entre as 27 unidades da Federação no mês, conforme o MTE.
No acumulado do bimestre, o Nordeste soma 22.420 postos formais. A Bahia lidera com 13.250 vagas, seguida por Maranhão (4.802), Ceará (4.602), Sergipe (2.692) e Pernambuco (2.294). O Piauí registrou 1.083 vagas no período. No campo negativo, Alagoas acumula retração de 5.700 postos — o pior desempenho da região no bimestre — seguida por Paraíba (-1.363) e Rio Grande do Norte (-940).

Caged: Brasil tem recuo de 37,8% na abertura de vagas
O acumulado nacional de janeiro e fevereiro soma 370.339 vagas, recuo de 37,8% frente às 594.953 do mesmo período de 2025, pressionado pelos juros elevados e pela desaceleração da atividade econômica. O estoque total de vínculos formais ativos no Nordeste soma 8.912.979, concentrado em Bahia (2,2 milhões), Pernambuco (1,6 milhão) e Ceará (1,5 milhão).
No plano setorial, os Serviços responderam pelo maior volume nacional em fevereiro, com 177.953 vagas, puxados por educação (+49.013), atividades administrativas e serviços complementares (+37.972), transporte e armazenagem (+17.886) e alojamento e alimentação (+16.920). A Indústria gerou 32.027 postos, com destaque para a indústria de transformação (+29.029).
A Construção Civil contribuiu com 31.099 vagas, a Agropecuária com 8.123 e o Comércio com 6.127 — setor historicamente fraco em fevereiro pela absorção do encerramento de contratos temporários do período natalino. O salário médio real de admissão em fevereiro foi de R$ 2.346,97, com recuo de 2,3% frente a janeiro, mas crescimento de 2,75% na comparação com fevereiro de 2025.
Os dados do Novo Caged são declarados pelos empregadores ao MTE e estão sujeitos a revisão nas edições subsequentes do painel, quando são incorporadas declarações entregues fora do prazo.
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