
A corrida presidencial de 2026 começa a ganhar contornos de polarização acentuada, repetindo o embate entre os grupos políticos que dominam o cenário nacional. Segundo a nova pesquisa da Futura Inteligência, realizada em parceria com a Apex Partners, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem na frente na disputa pelo Palácio do Planalto.
No principal cenário de primeiro turno, Lula registra 39,8% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 37,3%. Como a margem de erro do instituto é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos estão tecnicamente empatados na primeira colocação, indicando uma disputa aberta e equilibrada.
Distância para os demais candidatos
O levantamento revela um abismo entre a dupla de líderes e os demais postulantes. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece na terceira posição com 4,8%, seguido pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que atinge 2,9%. Os outros nomes testados, como Renan Santos e Augusto Cury, não ultrapassam a barreira dos 2%.
A pesquisa mostra ainda que o grupo de eleitores que pretende votar em branco ou anular o voto chega a 7,1%. Já os indecisos, que afirmaram não saber em quem votar ou preferiram não responder ao questionamento, somam 4,5% dos entrevistados neste primeiro cenário apresentado.
Cenário sem Romeu Zema
O instituto também simulou situações alternativas para medir a força dos candidatos. Em um segundo quadro, onde o nome de Romeu Zema foi retirado da lista, a proximidade entre os líderes aumenta significativamente. Nesse contexto, Lula aparece com 38,4%, enquanto Flávio Bolsonaro encosta com 38,2%, reduzindo a diferença para apenas 0,2 ponto.
Com a ausência de Zema, Ronaldo Caiado é quem mais ganha fôlego, subindo para 6,0% das intenções de voto. No entanto, o desinteresse ou a insatisfação também cresce levemente, com o total de votos brancos e nulos saltando para 8,1%, enquanto o número de indecisos cai para 3,4%.
O impacto da ausência de Lula
A Futura Inteligência testou ainda um terceiro cenário sem a presença do atual presidente. Caso Lula não dispute a reeleição, Flávio Bolsonaro assume a liderança isolada da corrida com 38,4%. Nessa configuração, o campo da esquerda se fragmenta e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, surge como o principal herdeiro desse eleitorado.
Haddad registra 21,3% das intenções de voto como substituto de Lula, ficando cerca de 17 pontos atrás do senador do PL. Atrás deles, Ronaldo Caiado e Romeu Zema registram 7,4% e 4,0%, respectivamente. O dado mais relevante deste cenário é o aumento expressivo da rejeição: brancos e nulos saltam para 17,1%.
Análise de transferência de votos
A substituição de nomes no levantamento sugere que o eleitorado de direita está mais consolidado em torno de um único representante no momento. Sem Zema, os votos tendem a migrar para Flávio Bolsonaro ou Caiado. Já no campo da esquerda, a falta de Lula gera uma dispersão maior, aumentando a quantidade de pessoas que preferem não escolher nenhum candidato.
O instituto destaca que a polarização entre o PT e o PL continua sendo o eixo central da política brasileira. Mesmo com nomes alternativos tentando se viabilizar como uma “terceira via”, o peso dos sobrenomes Lula e Bolsonaro ainda dita o ritmo das intenções de voto na fase pré-eleitoral.
Metodologia da pesquisa
Para chegar a esses números, a Futura Inteligência ouviu 2.000 eleitores entre os dias 07 e 11 de abril. As entrevistas foram realizadas por telefone, utilizando um sistema assistido por computador. O levantamento tem um intervalo de confiança de 95%, o que garante a precisão estatística dentro da margem de erro estabelecida.
O estudo foi devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08282/2026, cumprindo as exigências legais para a divulgação de dados eleitorais. A parceria com a Apex Partners visa fornecer um panorama atualizado do humor do eleitorado brasileiro diante dos desafios econômicos e políticos do país.
Leia também: Relatório final da CPI do Crime pede indiciamento de Toffoli, Moraes e Mendes









