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Bolsonaro confirma que pediu reparo em arma e nega descumprimento da lei

Bolsonaro depôs à Polícia Civil do DF e confirmou que pediu reparo na arma apreendida em blitz com segurança. Defesa nega irregularidade e pede arquivamento do inquérito
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  1. Bolsonaro confirma que solicitou reparo de arma ao militar após constatar mau funcionamento.
  2. Ex-presidente nega intenção de descumprir lei e classifica episódio como criminalmente irrelevante.
  3. Defesa argumenta que arma era devidamente registrada e deveria estar em sua residência.
  4. Pistola Glock foi apreendida em blitz em junho com munição sobressalente no automóvel.
  5. Moraes decidirá nesta quinta se mantém prisão domiciliar de 90 dias concedida.
Jair Bolsonaro Alexandre de Moraes STF julgamento trama golpista
Segundo a defesa que acompanhou o depoimento, o ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou que pediu ao militar ajuda para consertar a arma, após constatar que ela não funcionava. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

Ao prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito aberto para apurar o caso de uma arma de fogo apreendida em blitz com um de seus seguranças, o ex-presidente Jair Bolsonaro disse que em momento algum houve intenção de descumprir a lei.

Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o depoimento realizado na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, o ex-presidente confirmou que pediu ao militar ajuda para consertar a arma, após constatar que ela não funcionava.

Em uma postagem nas redes sociais, Bueno afirmou que “em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal” e que tratou o episódio como “criminalmente acromático”, ou seja, sem relevância penal.

A defesa de Bolsonaro disse ainda que o ex-presidente já havia esclarecido todas as questões apresentadas por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada.

O advogado reiterou que a arma é de propriedade de Bolsonaro, estava devidamente registrada e, como não houve determinação de cancelamento do registro da pistola, a arma “deveria, de fato, estar em seu endereço”.

“Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado”, conclui o post.

Apreensão da pistola de Bolsonaro

A arma foi apreendida em 15 de junho, quando um automóvel foi parado em um ponto de bloqueio em Taguatinga, região administrativa do DF.

Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9mm. O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane.

Ao intimar a defesa a prestar esclarecimentos, o ministro Alexandre de Moraes questionou “por que às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedidos a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de um reparo no armamento”.

Moraes deve decidir nesta quinta-feira (25) se a prisão domiciliar será mantida.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista e cumpre prisão domiciliar temporária desde o dia 27 de março deste ano.

Leia mais: PF faz operação contra fraudes no banco Digimais do bispo Edir Macedo

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