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Solve Shipping inicia mapeamento logístico internacional em Suape

Suape recebe técnicos da Solve Shipping para estudo de novas rotas com objetivo de ampliar exportações e reduzir tempo de transporte de cargas
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  1. Empresa Solve Shipping inicia mapeamento de potencial de cargas e rotas comerciais internacionais em Pernambuco.
  2. Estudo visa identificar novas rotas para produtos já exportados e inserir novas cadeias em rotas internacionais.
  3. Consultoria analisará hinterlândia que se estende por diversos estados do Nordeste além de regiões da Bahia.
  4. Técnicos realizarão entrevistas com operadores logísticos, exportadores, armadores e usuários para diagnóstico detalhado das cargas.
  5. Suape busca ampliar conexões marítimas diretas com Estados Unidos, Ásia e reduzir escalas em rotas existentes.
Suape
Entre os objetivos, estão encontrar novas rotas para produtos que já exportam e inserir novas cadeias em rotas internacionais – Foto: Divulgação/Suape

O Porto de Suape inicia, na próxima semana, uma nova etapa de sua estratégia de expansão logística e inserção internacional. Técnicos da Solve Shipping desembarcam em Pernambuco para dar início, em campo, aos estudos que vão mapear o potencial de cargas da região, identificar novas rotas comerciais e propor soluções para reduzir o tempo de trânsito, um dos principais desafios para a competitividade de produtos exportados, sobretudo os perecíveis.

A mobilização ocorre após a assinatura do contrato entre Suape e a consultoria, formalizada em abril, dentro do Pacto pelo Agro, iniciativa conduzida em parceria com a Secretaria estadual de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca (SDA-PE). O objetivo é estruturar soluções logísticas capazes de consolidar o porto pernambucano como uma das principais portas de saída da produção agroindustrial do Nordeste para o mercado internacional.

De acordo com o presidente do porto, Armando Monteiro Bisneto, a chegada da equipe técnica marca o início de um trabalho estratégico que vai muito além dos limites geográficos de Pernambuco. “Contratamos uma empresa especializada em inteligência marítima, com expertise em analisar a capacidade econômica da hinterlândia que Suape atende, que muitas vezes é maior do que o próprio estado”, afirmou.

Na prática, essa área de influência (conhecida como hinterlândia) se estende por diversos estados do Nordeste, incluindo Ceará, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e Sergipe, além de regiões do interior da Bahia. A proposta da consultoria é compreender, com maior precisão, o fluxo de mercadorias que já circula por esse território, bem como identificar cargas potenciais ainda não capturadas pelo porto.

Mapeamento em campo e escuta dos agentes econômicos

Durante o período em Pernambuco, os especialistas da Solve Shipping vão realizar uma série de entrevistas com operadores logísticos, exportadores, armadores, terminais e usuários do porto. A ideia é construir um diagnóstico detalhado sobre o perfil das cargas movimentadas, suas origens e destinos, além de entender gargalos operacionais e oportunidades de expansão.

Segundo Monteiro Bisneto, esse mapeamento é essencial para viabilizar novas rotas marítimas de forma sustentável. “Quando você consegue identificar a carga que você tem de ida e a carga que você tem de retorno ao longo do ano, você consegue criar um ‘match’ que permite a abertura de novas linhas marítimas”, explicou.

Hoje, Suape já conta com conexões regulares para a Ásia, América do Sul, América Central e Europa, além de rotas para o Mediterrâneo. No entanto, a estratégia do porto é ampliar esse leque, criando ligações mais diretas e competitivas com mercados considerados prioritários.

“A gente quer novas linhas para os Estados Unidos, quer reduzir escalas nas rotas para a Ásia e fortalecer conexões com o norte da Europa, que é um mercado muito relevante para produtos como frutas”, destacou o presidente. Ele também ressalta que a presença de empresas europeias instaladas em Suape reforça a vocação internacional do complexo.

Redução de tempo e ganho de competitividade

Um dos focos centrais do estudo será a redução do tempo de trânsito das cargas, fator decisivo para produtos perecíveis, como frutas, carnes e derivados. A diminuição de escalas e a criação de rotas mais diretas podem representar ganhos expressivos de competitividade para os exportadores nordestinos.

O trabalho da Solve Shipping também busca alinhar a oferta logística à demanda produtiva regional, criando condições para que novos fluxos de exportação se consolidem. A expectativa é que, ao reduzir custos e prazos, o porto amplie sua atratividade frente a outros hubs logísticos do país, mesmo estando mais distante

Potencial de novas cadeias exportadoras via Suape

Outro ponto destacado por Monteiro Bisneto é o potencial de desenvolvimento de cadeias produtivas que ainda não operam plenamente no comércio exterior. “Há cargas que ainda não são exploradas. Um exemplo é o ovo, que fez sua primeira exportação recentemente. Pode não parecer relevante em termos de contêiner, mas tem importância para regiões como o Agreste e a Zona da Mata”, afirmou.

Segundo ele, a criação de uma rota específica pode funcionar como catalisador para o crescimento dessas cadeias. “Se você começa exportando 15 contêineres de ovos para a África, isso pode evoluir para 30, 45. A partir daí, toda a cadeia produtiva se reorganiza para atender não só o mercado local, mas também o internacional”, explicou.

Além das melhorias operacionais, o projeto também carrega o componente cultural importante de incentivar empresários locais a enxergarem o mercado externo como parte de sua estratégia de crescimento. “É fundamental mostrar que o empresário pernambucano não precisa produzir apenas para o mercado local. Ele pode exportar para a África, Europa, América do Sul e até Ásia, dependendo do produto”, afirmou.

Leia também: Agemar aposta em Suape como terminal exportador de grãos do Matopiba

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