
O Porto de Suape vai lançar, em breve, o edital para o arrendamento de um novo terminal de veículos e a iniciativa foi aprovado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em Brasília. A previsão é de que o empreendimento demande um investimento de R$ 4,6 milhões ao longo de 25 anos, o período do arrendamento.
Os veículos serão movimentados e armazenados no terminal, localizado numa área de 101,4 mil m² pavimentados em concreto rígido. Além do pavimento rígido, serão disponibilizadas as estruturas existentes na área, como: cercamento, iluminação, instalações elétricas, guaritas, rede de drenagem, entre outras infraestruturas.
O local já funciona como um terminal de veículos operado, atualmente, pelo Porto de Suape. “É o único terminal que Suape opera. O principal critério da licitação será a modicidade tarifária, porque não queremos que tenha perda de competitividade nas exportações do polo automotivo local”, resume o diretor-presidente do Porto de Suape, Armando Monteiro Bisneto. A montadora Stellantis tem um polo automotivo na cidade de Goiana, em Pernambuco. Pelo terminal, também já chegaram veículos da companhia chinesa BYD.
Caso as tarifas aumentem, isso pode representar transferência deste tipo de carga para outros portos da região, como por exemplo, o de Cabedelo, na Paraíba.

Terminal de veículos de Suape
O terminal tem a capacidade estática para armazenar 4.700 veículos. “A nossa expectativa é de quando a demanda crescer seja construído um edifício garagem, aumentando a capacidade de armazenamento”, conta Bisneto. Com isso, a capacidade de armazenamento passaria para cerca de 7 mil veículos.
Este ano, a Stellantis bateu recorde de exportações de veículos pelo Porto de Suape. O terminal também deve passar a ser coberto e receber mais investimentos em segurança, porque há uma tendência do pátio receber mais veículos elétricos. A partir de 2026, a fábrica da Stellantis, em Goiana, vai produzir um veículo elétrico em parceria com a empresa chinesa Leapmotors.
A audiência pública foi dispensada pela Antaq devido ao valor do investimento do projeto, considerado baixo pela agência.
Leia também
Com R$ 12 bi, Rnest dá fôlego ao sonho da Transnordestina em Suape









