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Senado dos Estados Unidos aprova resolução contra tarifas sobre o Brasil

Os jornais norte-americanos The Washington Post e The Wall Street Journal trouxeram a decisão sobre as tarifas na edição desta quinta-feira (30)

De Recife
CEO do Movimento Econômico
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Capitolio
Capitolio, edifício que serve como sede do Poder Legislativo do governo federal dos EUA, abrigando o Senado e a Câmara dos Representantes/Foto: Imagem de PublicDomainPictures por Pixabay

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (29) uma resolução bipartidária que busca revogar a “emergência nacional” declarada por Donald Trump em 2024. A notícia ganhou destaque nos jornais norte-americanos The Washington Post e The Wall Street Journal na edição desta quinta-feira (30). A medida foi aprovada por 52 votos a 48 e tem como alvo direto as tarifas de 50% impostas sobre produtos brasileiros, que impactaram setores como o agronegócio e a indústria de alimentos. A decisão ainda será analisada pela Câmara dos Representantes, mas é vista como um sinal de reaproximação econômica entre Washington e Brasília.

Segundo o The Washington Post, a resolução trata exclusivamente das tarifas aplicadas ao Brasil e busca revogar o decreto que sustentava as sanções impostas após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. O jornal destacou que senadores de ambos os partidos criticaram o uso político da medida e ressaltaram que as tarifas elevaram o custo de produtos como café, carne e frutas — setores em que o Brasil é um dos principais exportadores mundiais. O texto afirma que o fim das tarifas representaria “um passo importante para restaurar o fluxo comercial normal com um dos maiores parceiros econômicos das Américas”.

jornais e tarifas
Jornal de The Washington Post traz a notícia em destaque/Foto: reprodução

O Wall Street Journal classificou a votação como uma demonstração de independência do Congresso em relação a Trump e defendeu que a revogação da medida abre caminho para corrigir distorções criadas no comércio bilateral. O editorial destacou que o protecionismo de Trump “acabou punindo os consumidores americanos e prejudicando aliados estratégicos como o Brasil”. Para o jornal, a decisão do Senado representa “um gesto político e econômico que reforça a importância do Brasil no cenário global e na estabilidade das cadeias de suprimentos nas Américas”.

Reunião tratou de tarifas

A votação correu três dias após os presidentes Lula e Trump se reunirem em em Kuala Lumpur, Malásia. A reunião foi considerada “muito positiva” para tratar deste e outros assuntos. Segundo o governo brasileiro, o encontro teve como destaque o compromisso de que as equipes dos dois países iniciem imediatamente negociações sobre tarifas e sanções norte-americanas contra autoridades brasileiras.

Na ocasião, Lula declarou que Trump “garantiu” que os países alcançariam um acordo de comércio em breve. Lula ressaltou a importância de o Brasil ser levado em conta como “o maior país da América do Sul” e como parceiro estratégico dos Estados Unidos. Por sua vez, Trump descreveu Lula como “um cara muito vigoroso” e disse que teria sido uma “ótima reunião”, mas também expressou cautela ao afirmar que “vamos ver o que acontece”.

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