
O Governo de Pernambuco abriu o pregão presencial para contratar, de forma exclusiva, a instituição financeira responsável pela intermediação do pagamento da folha salarial de um contingente de 234 mil servidores civis, militares, aposentados e pensionistas do Estado. O aviso foi publicado pela Secretaria de Administração (SAD), que estimou o valor mínimo do certame em R$ 939,2 milhões, com sessão marcada para 18 de dezembro de 2025, às 9h, na sede da pasta, no Pina, no Recife. O edital prevê a execução dos serviços conforme o Manual de Procedimentos Operacionais de Folha e especificações técnicas indicadas no Termo de Referência.
As contas dos servidores estaduais são atualmente administradas pelo Bradesco, banco que opera a folha desde 2010, quando venceu a primeira licitação por R$ 700 milhões. Em 2016, a instituição voltou a arrematar o serviço por R$ 696 milhões, e, em 2021, houve novo pregão, então estimado em R$ 720 milhões.
O novo processo, com valor mínimo superior ao dos certames anteriores, sinaliza aumento da expectativa de arrecadação pelo Estado, que tradicionalmente recebe o pagamento do banco vencedor como contrapartida pela operação da folha.
Projeção para os cofres de Pernambuco
Com base na projeção de um contrato de cinco anos, padrão das licitações anteriores, o valor mínimo previsto no edital representa uma entrada aproximada de R$ 187,85 milhões por ano no caixa estadual. Caso a disputa eleve a proposta vencedora para R$ 1 bilhão, a receita anualizada subiria para cerca de R$ 200 milhões; se alcançar R$ 1,1 bilhão, o Estado teria aproximadamente R$ 220 milhões por ano. Esses montantes funcionam como receita extraordinária e não se confundem com a despesa mensal da folha, estimada pela SAD em cerca de R$ 1,7 bilhão, entre nativos e inativos.
O edital informa que o banco vencedor deverá garantir o pagamento dos salários e benefícios previstos no Regime Próprio de Previdência Social e no Sistema de Proteção Social dos Militares de Pernambuco, inclusive pensionistas, seguindo normas operacionais específicas. Após a sessão pública, o resultado deverá definir se o Estado manterá a atual instituição financeira ou iniciará um novo ciclo de migração das contas dos servidores, processo que envolve recadastramento, abertura de novas contas-salário e adequação de sistemas de pagamento.
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