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Nordeste responde por R$ 11,4 bi em contratos de leilão de hidrelétricas

Além da forte presença das distribuidoras do Nordeste, o Leilão A-5 marcou a retomada da expansão energética no país, com 65 usinas hidrelétricas e início de operação previsto a partir de 2030
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Aneel leilão hidrelétricas energia hidráulica
O certame foi exclusivo para construção de usinas de fonte hidráulica e viabilizou a construção de 65 hidreletricas, reunindo potência de 815,6 megawatts (MW). Foto: Aneel/Divulgação

As distribuidoras do Nordeste concentraram 43,14% da energia contratada no Leilão A-5, realizado nesta sexta-feira (22) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que assegurou 815 MW de capacidade instalada e movimentou R$ 26,5 bilhões em contratos. O certame viabilizou a construção de 65 usinas hidrelétricas de pequeno e médio porte, com início de suprimento previsto para 2030.

A participação nordestina equivale a R$ 11,43 bilhões em investimentos, segundo estimativa proporcional ao volume adquirido. A maior fatia ficou com a Neoenergia Coelba (BA), responsável por 22,6% da energia contratada, seguida por Enel Ceará (8,93%), Neoenergia Pernambuco (6,52%), Neoenergia Cosern (RN, 3,05%) e Energisa Paraíba (2,04%).

O preço médio da energia ficou em R$ 392,84/MWh, com deságio de 3,16% em relação ao teto de R$ 411/MWh. A garantia física contratada foi de 466 MW médios, o que deve representar economia de R$ 864,8 milhões aos consumidores, segundo a CCEE.

A maior compradora individual foi a Amazonas Energia, responsável por 148,6 MW médios — o equivalente a 38,6% do volume total do leilão. A empresa sozinha superou a contratação conjunta de várias concessionárias e se consolidou como a principal distribuidora do certame.

Nordeste amplia participação estratégica

De acordo com a diretora da Aneel, Agnes da Costa, o resultado superou as expectativas de mercado. “O volume contratado ficou acima do previsto, o que indica que as distribuidoras enxergam aumento do consumo de energia no futuro”, afirmou.

O certame recebeu 241 projetos habilitados, totalizando 3.051 MW em potência ofertada — o maior volume já registrado para esse tipo de leilão. A iniciativa atende à Lei 14.182/2021, que determinou a contratação de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) após a privatização da Eletrobras, e à MP 1.304/2025, que ampliou o limite de contratação para até 4,9 GW.

Fontes além das udinas hidrelétricas

Com quase metade da energia contratada, o Nordeste consolida seu protagonismo no setor elétrico nacional. A região já responde por mais de 80% da geração eólica e 90% da solar centralizada do país, e agora reforça sua posição com maior presença de energia hidráulica firme, essencial para complementar fontes renováveis intermitentes.

Os empreendimentos contratados terão início de operação em 2030, reforçando a segurança de suprimento e expandindo a matriz elétrica da região.

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