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Casa dos Ventos capta R$ 5,6 bi para energia de data center no CE

A Casa dos Ventos fez uma captação nos Estados Unidos, levantando recursos que serão empregados em parques de energia renovável que vão fornecer energia para o data center do Pecém, no Ceará
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  1. Casa dos Ventos capta US$ 1,1 bilhão em operação de private placement nos Estados Unidos
  2. Recursos financiarão construção de usinas eólicas e solares para abastecer data centers no Nordeste
  3. Data center do Pecém terá 200 MW de capacidade e consumirá aproximadamente 300 MW de energia
  4. Omnia atenderá ByteDance, dona do TikTok, com operação prevista para terceiro trimestre de 2027
  5. Casa dos Ventos planeja expandir para produção de moléculas verdes e hidrogênio verde futuramente
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A Casa dos Ventos vai implantar mais parques eólicos para fornecer energia para o data center do Pecém, no Ceará. Foto: Divulgação

Foi dado mais mais um passo para concretizar o data center que a Omnia vai construir no Complexo Industrial do Pecém, no Ceará. A companhia de origem cearense Casa dos Ventos realizou uma captação privada que alcançou US$ 1,1 bilhão nos Estados Unidos, o que corresponde a R$ 5,6 bilhões. A operação foi do tipo private placement que faz uma captação direta junto a um grupo restrito de investidores, sem realizar uma oferta pública no mercado. Na prática, a empresa comercializa títulos de dívida, debêntures, notas promissórias ou participação societária para investidores selecionados, que podem ser fundos de investimento, seguradoras, bancos ou investidores institucionais.

A oferta atraiu 23 investidores de segmentos variados como seguradoras, gestoras de ativos e fundos de pensão, levantando mais recursos do que o esperado pela Casa dos Ventos. As operação são de longo prazo, uma com 24 anos e outra, com 17 anos. A operação foi de captação de dívida e foi fechada em dólar.

Os recursos serão usados na construção de usinas eólicas e solares fotovoltaicas que produzirão energia para data centers, como os complexos eólicos em Ibiapaba, no Ceará, e em Dom Inocêncio, no Piauí, e parque Solar Paraíso, no Mato Grosso do Sul. Todos estes empreendimentos possuem contratos de venda de energia de longo prazo, incluindo empresas como a Ascenty e Omnia, que assumiu integralmente o projeto do Data Center no Pecém. A Omnia vai atender a chinesa Byte Dance, dona da rede social Tik Tok.

Os data centers gastam muita energia e só podem ser considerados verdes se consumirem energia limpa. A Casa dos Ventos é parceira no empreendimento porque vai fornecer energia de fonte eólica e solar. O futuro data center terá 200 megawatts (MW) de capacidade de tecnologia da informação e consumo estimado em aproximadamente 300 MW de energia elétrica.

As obras do data center começaram em janeiro deste ano e a entrada inicial em operação do empreendimento está prevista para o terceiro trimestre de 2027. A expansão ocorrerá gradualmente até 2029.

A implantação do data center também traça um cenário de que empreendimentos eletrointensivos deveriam se instalar na região pra consumir o excedente de energia renovável produzida no Nordeste, região que concentra parte relevante da geração renovável do País. “Os data centers são nosso principal segmento de crescimento”, afirmou Lucas Araripe, diretor-executivo da Casa dos Ventos, ao destacar a expansão da demanda energética provocada pela nova economia digital em maio último.

A Casa dos Ventos foi pioneira em implantar grandes parques eólicos no Nordeste no começo dos anos 2000. E, mais uma vez, a empresa está sendo pioneira. Ela está planejando começar a produção de “moléculas verdes” a partir de energia renovável, que podem ser usadas na fabricação de hidrogênio verde e seus derivados. No futuro, este tipo de molécula vai permitir a substituição dos combustíveis fósseis em processos onde a eletrificação direta não é suficiente. Estas moléculas também podem ser obtidas a partir do CO2 biogênico, obitdo pelas usinas que fabricam etanol.

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