
O mercado de trabalho formal no Nordeste registrou a criação de 36.405 empregos com carteira assinada em junho de 2025, conforme os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta segunda-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado posiciona a região como a segunda com maior saldo de vagas formais no país no mês, atrás apenas do Sudeste, que liderou com 76.332 postos, e à frente do Centro-Oeste (23.876), Sul (18.358) e Norte (11.683). Com esse desempenho, o Nordeste foi responsável por 21,9% das 166.621 vagas líquidas geradas no Brasil em junho.
Todos os nove estados nordestinos apresentaram saldo positivo. A Bahia liderou em números absolutos, com 7.984 novas vagas, seguida por Ceará (7.320) e Maranhão (6.247). Juntos, os três estados responderam por 59,1% das contratações líquidas da região.
Na sequência, aparecem Pernambuco (5.179), Piauí (2.745), Sergipe (2.407), Alagoas (2.245), Rio Grande do Norte (1.763) e Paraíba (515). Em termos proporcionais, o Maranhão apresentou o maior crescimento, com variação de 0,93% sobre o estoque de vínculos celetistas em relação a maio. Também tiveram avanços acima da média regional Piauí (0,74%), Sergipe (0,69%) e Alagoas (0,53%).
A movimentação no mês envolveu 295.617 admissões e 259.212 desligamentos, resultando em uma variação positiva de 0,45% no estoque de empregos formais do Nordeste. A expansão foi impulsionada principalmente pelos setores de serviços (14.988 vagas) e comércio (7.839), que juntos representaram mais de 62% do saldo regional.
A indústria de transformação também teve desempenho expressivo, com 7.517 vagas, refletindo contratações em áreas como alimentos, vestuário, químicos e metalurgia. A construção civil contribuiu com 918 postos líquidos, com peso maior no Maranhão, Pernambuco e Ceará. A agropecuária somou saldo de 1.144 vagas, mantendo o padrão sazonal de crescimento.

Região acumula 163,7 mil empregos no primeiro semestre
No acumulado do primeiro semestre de 2025, o Nordeste gerou 163.709 novos empregos com carteira assinada, fruto de 1.885.444 admissões e 1.721.735 desligamentos. O resultado representa uma variação positiva de 2,06% no estoque celetista da região.
A Bahia foi responsável por 67.533 dessas vagas, seguida por Ceará (25.812), Pernambuco (25.366), Maranhão (17.672), Piauí (13.912), Rio Grande do Norte (10.475), Paraíba (5.134) e Sergipe (1.566). O único estado que ainda apresenta saldo negativo no ano é Alagoas, com retração de 8.761 vagas, apesar do crescimento registrado em junho.
A participação da região no saldo nacional acumulado foi de 13,4% sobre o total de 1.222.591 vagas formais criadas no Brasil no período. O Sudeste lidera com 580.397 postos no semestre, seguido por Sul (250.968), Nordeste, Centro-Oeste (125.320) e Norte (102.197).
Salário médio regional avança, mas segue abaixo da média nacional
O salário médio de admissão no Nordeste foi de R$ 1.933,77 em junho, com crescimento real de 0,51% em relação a maio. Ainda assim, o valor segue abaixo da média nacional, que ficou em R$ 2.278,37. Entre os estados, os maiores salários médios de admissão foram registrados na Bahia (R$ 1.977,60), seguida por Sergipe (R$ 1.911,07) e Ceará (R$ 1.918,37). Os menores valores foram observados no Rio Grande do Norte (R$ 1.769,89), Alagoas (R$ 1.781,06) e Paraíba (R$ 1.799,03). Maranhão, Pernambuco e Piauí registraram médias entre R$ 1.830 e R$ 1.890.

Perfil dos contratados: jovens e ensino médio predominam
O perfil dos trabalhadores admitidos no mês reflete a tendência nacional. A maior parte das contratações formais ocorreu entre jovens de 18 a 24 anos, que concentraram 102.328 vagas, enquanto pessoas com ensino médio completo representaram 124.139 admissões. No tipo de vínculo, os contratos típicos de trabalho (tempo indeterminado) representaram 126.348 postos, enquanto vínculos não típicos (temporários, intermitentes e aprendizes) somaram 40.273. O saldo foi positivo tanto para homens quanto para mulheres, com leve predominância do sexo masculino (54%).
Com expansão em todos os estados, crescimento puxado por serviços e indústria, avanço no salário médio e melhora nos indicadores proporcionais, o Nordeste se consolidou como região estratégica na recuperação do emprego formal no país em 2025. A tendência de crescimento está associada ao desempenho urbano dos setores terciários, ao reaquecimento da indústria e à manutenção de políticas regionais de incentivo à atividade econômica e qualificação da mão de obra.
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