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Investimento de R$ 2,5 bi da Inpasa posiciona MA no mapa da bioeconomia

Ao integrar inovação, sustentabilidade e interiorização produtiva, a Inpasa posiciona o Matopiba como um novo eixo da indústria verde brasileira
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Biorrefinaria da Inpasa, em Balsas, Sul do Maranhão.
Nova fábrica do grupo foi inaugurada na última sexta-feira (1º de agosto), no município de Balsas- Foto: Divulgação

A inauguração da nova fábrica da Inpasa em Balsas (MA) marca um movimento estratégico para a interiorização da produção de biocombustíveis no Brasil. Com investimento de R$ 2,5 bilhões, a planta é a maior biorrefinaria de etanol de milho da América Latina e representa um passo decisivo para o fortalecimento da industrialização do Matopiba, a mais promissora fronteira agrícola do país.

Com capacidade para processar 2 milhões de toneladas de milho e sorgo por ano, a unidade da Inpasa produzirá anualmente até 925 milhões de litros de etanol, 490 mil toneladas de DDGS (alimento para nutrição animal) e 47 mil toneladas de óleo vegetal. Operando sob o modelo de economia circular, a planta utiliza biomassa para cogeração de energia, alinhando produção à sustentabilidade.

Ao integrar inovação, sustentabilidade e interiorização produtiva, a Inpasa posiciona o Matopiba como um novo eixo da indústria verde brasileira, ampliando a oferta de etanol limpo e agregando valor à produção agrícola regional.

A inauguração da nova fábrica da Inpasa no Sul do Maranhão ocorreu na última sexta-feira, 1º de agosto, e coincidiu com o anúncio de Eder Lopes, presidente da companhia no Paraguai e filho de José Odvar Lopes, como novo CEO do grupo.

Inpasa e nova política energética impulsionam etanol

A chegada da Inpasa ao Maranhão coincide com uma guinada nacional na política energética. A partir deste mês, entrou em vigor a nova mistura obrigatória de 30% de etanol anidro na gasolina (E30), aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A medida amplia a demanda por biocombustíveis e incentiva a expansão da produção fora dos polos tradicionais.

Para o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), relator da Lei do Combustível do Futuro, o aumento da mistura é “a forma mais custo-efetiva de descarbonizar a matriz de transporte” e pavimenta o caminho para a liderança brasileira na transição energética global.

Segundo Gustavo Mariano, vice-presidente da Inpasa, a nova fábrica reforça o abastecimento local e oferece ao consumidor maranhense uma alternativa mais competitiva frente à gasolina. “Estamos trazendo mais volumetria e uma solução sustentável ao mercado regional”, afirmou.

Unidade Inpasa
Nova unidade da Inpasa produzirá anualmente até 925 milhões de litros de etanol, 490 mil toneladas de DDGS e 47 mil toneladas de óleo vegetal – Foto: Divulgação

Mais oportunidades para pequenos produtores

Além dos efeitos na matriz energética, o investimento da Inpasa tem repercussões diretas na agroindústria local. O presidente do Sistema Faema/Senar/Sindicatos Rurais, Raimundo Coelho, destacou que a fábrica representa um novo mercado para pequenos produtores e amplia as oportunidades de renda e qualificação no campo.

A implantação da biorrefinaria também deve estimular melhorias na infraestrutura logística da região, especialmente nas rodovias de escoamento agrícola. A unidade já está certificada para fornecer matérias-primas ao mercado de Combustível Sustentável de Aviação (SAF), fortalecendo ainda mais o papel do Maranhão na bioeconomia nacional.

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