
A pernambucana Dix Aeroportos, subsidiária do Grupo Agemar, está expandindo sua presença no setor aeroportuário brasileiro com um investimento total de R$ 230 milhões. As iniciativas vão da retomada emergencial da gestão em terminais turísticos do Ceará até obras de modernização em polos estratégicos da Região Norte e em Fernando de Noronha.
Desde a última quarta-feira (30), a Dix Aeroportos voltou a controlar os aeroportos cearenses de Jericoacoara e de Aracati – que atende Canoa Quebrada –, em regime de administração emergencial. A empresa já havia gerido esses equipamentos, mas, ao fim do contrato anterior, a Superintendência de Obras Públicas do Ceará (SOP) optou por firmar novo acordo com a Infraero. Com o distrato, a SOP busca aprimorar a eficiência operacional e ampliar a conectividade aérea desses destinos.
A gestão emergencial vigora enquanto o governo prepara a licitação definitiva, prevista para ocorrer em até um ano. O presidente da Agemar, Manoel Ferreira, assegura que a empresa irá participar do futuro certame.
A concessão emergencial foi oficializada pelo Governo do Ceará, com publicação no Diário Oficial do Estado em 15 de abril, por dispensa de licitação via SOP, e abrange serviços no valor de R$ 12.178.576,32.
Paralelamente, a empresa avança em projetos mais robustos na Região Norte. Em agosto de 2022, a Dix Aeroportos arrematou o Bloco Norte II – formado pelos aeroportos do Pará e do Amapá – por R$ 125 milhões, num ágio de 119,78%, em leilão promovido pelo governo federal.
Agemar investe para COP30
m Belém, a companhia investe quase R$ 150 milhões na modernização e ampliação do terminal, com entrega prevista para agosto, a fim de atender ao público da COP30. O escopo inclui reestruturação de áreas de check-in, expansão de lojas e desenvolvimento de espaços comerciais, incluindo um hotel em parceria com um grupo empresarial do Pará.
Margem Equatorial
Outro projeto estratégico da Dix é o aeroporto de Macapá. Com aporte estimado entre R$ 35 milhões e R$ 40 milhões, as obras englobam melhorias na pista e ampliação dos espaços internos de embarque e check-in. Segundo Manoel Ferreira, o fluxo de passageiros deve ser impulsionado pela exploração da Margem Equatorial, nova fronteira petrolífera da Petrobras.
Fernando de Noronha
Em Fernando de Noronha, a Agemar iniciou a modernização do terminal de passageiros, ampliando-o de 1.300 m² para 3.000 m², com conclusão prevista para dezembro de 2026 e investimento de até R$ 40 milhões. O aeroporto atende cerca de 330 mil passageiros por ano, mas a expansão busca oferecer apenas mais conforto, já que o crescimento no número de visitantes é limitado pelas restrições ambientais da ilha.
Além dos projetos aeroportuários, a empresa também administra o Forte Nossa Senhora dos Remédios, um dos principais pontos turísticos de Fernando de Noronha. Segundo Ferreira, o espaço, que abriga lojas e um restaurante, se consolidou como um dos ativos mais bem cuidados da ilha.
A Agemar arrendou o forte de Fernando de Noronha, em abril de 2022, por meio do Consórcio Forte, que venceu a licitação promovida pelo governo de Pernambuco para a gestão do patrimônio histórico. O consórcio, do qual a Agemar faz parte, assumiu a administração do forte e paga um aluguel mensal de aproximadamente R$ 238 mil ao governo do estado. Desde então, o forte passou por reformas e foi reaberto em dezembro de 2022 como um espaço cultural, com museu imersivo, restaurante, bar e auditório para eventos, valorizando a cultura e história local.

Nova Caatinga
O Sebrae prepara-se para lançar o projeto Nova Caatinga, que estimulará negócios inovadores baseados na economia regenerativa do bioma semiárido. Inspirado em iniciativas como Nova Amazônia e Nova Pantanal, o programa visa não só explorar economicamente a Caatinga, mas também regenerá-la, criando soluções replicáveis em outras regiões de clima semelhante, como partes da Ásia e da América Latina.
Fazenda Churrascada
O Parque Gourmet do Shopping Recife, cuja inauguração está prevista para o segundo semestre de 2025, atraiu a Fazenda Churrascada — reconhecida como a “Disney do Churrasco” no país — para sua primeira operação no Nordeste.
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