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Petrobras lucra R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026

​Resultados financeiros sólidos da Petrobras garantem o retorno de R$ 72,4 bilhões aos cofres públicos via tributos e royalties, impulsionando a economia nacional
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  1. Petrobras reporta lucro de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 110% em relação ao trimestre anterior.
  2. Valorização do petróleo Brent em 27% e apreciação do real impulsionaram desempenho financeiro da petroleira estatal.
  3. Produção total própria cresce 16% na comparação anual, atingindo 4,65 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
  4. Estatal retorna R$ 72,4 bilhões à sociedade via impostos, royalties e participações especiais aos governos federal, estaduais e municipais.
  5. Investimentos de R$ 26,8 bilhões no trimestre, 25,6% acima do mesmo período de 2025, focam expansão de capacidade produtiva.
UTE Nova Piratininga: uma das nove usinas da Petrobras contratadas no LRCAP 2026
Cenário macroeconômico favoreceu o balanço, com a valorização de 27% do petróleo tipo Brent e a valorização do real frente ao dólar. Foto: Petrobras

A Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões (US$ 6,2 bilhões) nos primeiros três meses deste ano. O desempenho financeiro representa um salto de 110% na comparação com o quarto trimestre de 2025, sustentado por uma performance operacional que a companhia classifica como excelente. O EBITDA ajustado do período atingiu R$ 59,6 bilhões (US$ 11,3 bilhões).

​A alta nos números foi impulsionada pelo crescimento de 16% na produção total própria em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. Além disso, o cenário macroeconômico favoreceu o balanço, com a valorização de 27% do petróleo tipo Brent e a valorização do real frente ao dólar. A geração de caixa operacional da estatal somou R$ 44 bilhões (US$ 8,4 bilhões).

​O diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, Fernando Melgarejo, destaca o reflexo dos aportes realizados. “Nossos investimentos estão se convertendo em crescimento da produção de petróleo e de derivados, demonstrando a solidez e a eficácia da nossa estratégia de criação de valor”, ressalta. Segundo o executivo, a empresa operou o parque de refino próximo à capacidade máxima no período.

Retorno recorde para os cofres públicos e acionistas

Um dos principais destaques do balanço é o impacto socioeconômico das operações. A Petrobras retornou à sociedade R$ 72,4 bilhões no 1T26 através do pagamento de impostos, royalties e participações especiais para a União, estados e municípios. Hoje, a petroleira responde por cerca de 7% de toda a arrecadação nacional, financiando diretamente investimentos públicos em diversas áreas.

​No que diz respeito à remuneração de quem investe na Petrobras, foram aprovados R$ 9 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio. Esse montante será distribuído entre acionistas públicos e privados. A companhia reforça que seus investimentos geram empregos qualificados e movimentam toda a cadeia de serviços da indústria de óleo e gás no Brasil.

​Investimentos e recordes de produção no pré-sal

​A estatal reafirmou sua posição como a maior investidora do país, destinando R$ 26,8 bilhões (US$ 5,1 bilhões) a novos projetos no trimestre. O valor é 25,6% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Esses recursos têm foco direto na ampliação da capacidade produtiva, resultando em recordes de extração operada, que chegou a 4,65 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed).

​No pré-sal, a produção própria da Petrobras atingiu a marca histórica de 2,66 milhões boed. Melgarejo afirma que a empresa está transformando eficiência em ganhos reais. “Batemos, mais uma vez, recordes de produção de petróleo e gás e estamos convertendo em ganhos toda a eficiência de nossas refinarias”, destaca. O destaque também vai para a exportação de gás na Bacia de Santos, com recorde diário de 44,8 milhões de m³.

​Eficiência no refino e novos mercados de derivados

O parque de refino da Petrobras registrou um Fator de Utilização (FUT) de 95% no trimestre, atingindo o pico de 97,4% em março, a maior utilização mensal desde 2014. Essa produtividade permitiu a entrega recorde de Diesel S10, com 512 mil barris por dia em março. A estratégia priorizou derivados de maior valor agregado, como diesel, gasolina e querosene de aviação (QAV).

​O aumento da eficiência interna e a produção no Complexo de Energias Boaventura resultaram na redução da dependência externa. O volume de importação de GLP caiu para 26 mil barris por dia.

Paralelamente, a empresa expandiu sua base de clientes, firmando novos contratos de exportação de petróleo para a Índia e parcerias sustentáveis no Brasil, como o fornecimento de Diesel S10 com 15% de biodiesel para a Vale em Minas Gerais.

Expansão internacional e descobertas exploratórias

A Petrobras também avançou em sua estratégia de reposicionamento geográfico com aquisições na África. A companhia adquiriu 42,5% de participação em blocos na Namíbia e assumiu operações em São Tomé e Príncipe. Na Colômbia, a estatal confirmou a terceira descoberta de gás no poço Copoazú-1, reforçando as reservas internacionais.

​Em território brasileiro, a Bacia de Campos revelou novas descobertas de petróleo de excelente qualidade em Marlim Sul e no bloco C-M-477. Na Margem Equatorial, a empresa obteve a renovação de licenças para perfurar poços exploratórios na área do PAD Pitu. No setor de energia elétrica, a petroleira garantiu a contratação de 9 usinas térmicas em leilão, com receita fixa estimada em R$ 44 bilhões até 2031.

Gestão da dívida e solidez financeira

Mesmo com o ritmo intenso de investimentos, a dívida bruta da Petrobras fechou o trimestre em US$ 71,2 bilhões. O valor está dentro do limite estabelecido no Plano de Negócios 2026-30, que é de US$ 75 bilhões. A gestão financeira projeta que esse montante deve convergir para US$ 67 bilhões ainda em 2026, chegando a US$ 65 bilhões ao final do horizonte do plano.

​Ao excluir eventos exclusivos do trimestre, o EBITDA ajustado foi ainda mais expressivo, somando R$ 61,7 bilhões. Esse resultado “core” foi impulsionado pelo aumento no volume de vendas de derivados produzidos domesticamente e pela redução de despesas operacionais, especialmente em custos exploratórios.

Com informações da Agência Petrobras.

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