
A balança comercial de Alagoas segue pressionada em 2026 e encerrou o primeiro quadrimestre do ano com corrente de comércio de US$ 631,5 milhões, registrando queda de 6,8% frente ao mesmo período de 2025. No intervalo entre janeiro e abril, as importações cresceram 28,4%. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
Conforme o levantamento, Alagoas reduziu as exportações no comparativo com os quatro primeiros meses do ano passado. O estado exportou US$ 256,7 milhões e importou US$ 374,8 milhões entre janeiro e abril de 2026. Com isso, o saldo do quadrimestre ficou negativo em US$ 118,1 milhões.
Nos dados referentes apenas ao mês de abril, Alagoas registrou US$ 78,8 milhões em produtos exportados, valor 40,3% maior que o do mesmo mês de 2025. As importações também avançaram, totalizando US$ 91,8 milhões, alta de 37,5% no comparativo. O saldo negativo do mês ficou em US$ 13 milhões, enquanto a corrente comercial alcançou US$ 170,6 milhões.
Países da Ásia e da África foram os principais mercados dos produtos alagoanos no primeiro quadrimestre. Argélia e China responderam cada uma por 24% das exportações do estado, seguidas pela Geórgia, com 11,2%, Marrocos, com 8,3%, Estados Unidos, com 6,3%, Senegal, com 5%, e Portugal, com 4,9%.

Açúcar e minério de cobre lideram pauta exportadora
Somente em abril, China e Estados Unidos foram os principais destinos dos produtos alagoanos, que se mantiveram concentrados em açúcares e melaços, responsáveis por 60,5% das exportações, e minério de cobre, que respondeu por 37,3%.
O estado também exportou tabaco, óleos e combustíveis, sucos de frutas e vegetais, além de produtos da indústria de transformação.
No acumulado de janeiro a abril, Alagoas foi o terceiro estado que mais exportou açúcares e melaços no país. São Paulo liderou, com US$ 1,7 bilhão exportado no período, seguido por Minas Gerais, com US$ 261,9 milhões.
O estado também figura entre os maiores exportadores de minério de cobre. No recorte do primeiro quadrimestre, Alagoas foi o quarto estado que mais exportou o produto, com US$ 61,9 milhões. O Pará liderou, com US$ 1,9 bilhão, seguido por Goiás, com US$ 179 milhões, e Bahia, com US$ 114,3 milhões.

Já as importações foram mais diversificadas, com predominância de adubos e fertilizantes, que responderam por 8,8% do total importado, além de gorduras e óleos vegetais, com 4,1%, polímero de etileno, com 3,5%, alumínio, com 2,4%, máquinas e aparelhos elétricos, entre outros produtos ligados à indústria de transformação.
Acordo UE-Mercosul pode ampliar pauta exportadora de AL
O início, mesmo que provisório da vigência do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul abre uma janela importante para que Alagoas amplie os produtos aptos a serem exportados e consolide a rota com o mercado europeu.
Segundo a avaliação do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), o acordo favorece que o estado amplie o envio de alimentos e bebidas, mel e frutas, além de produtos químicos, plásticos, borracha, couro e manufaturados.
A gerente do CIN, Dielze Mello, destaca que o planejamento e a estratégia são fundamentais para que as empresas locais consigam se beneficiar das novas regras, especialmente diante da maior competição interna com produtos europeus que chegarão ao mercado brasileiro com preços mais competitivos.
“O CIN avalia que o acordo com o Mercosul favorece que o estado exporte para a Europa, mas lembrando que as empresas precisam estar preparadas, pois a Europa exige padrões sanitários e ambientais altos e certificações”, alertou.
Balança comercial nacional teve desempenho positivo em abril
No mês de abril de 2026, na comparação com igual mês do ano anterior, as exportações brasileiras cresceram US$ 1,28 bilhão, ou 16,1%, na agropecuária; US$ 1,26 bilhão, ou 17,9%, na indústria extrativa; e US$ 1,71 bilhão, ou 11,6%, nos produtos da indústria de transformação.
No acumulado do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, as exportações cresceram US$ 1,64 bilhão, ou 6,6%, na agropecuária; US$ 5,32 bilhões, ou 22,2%, na indústria extrativa; e US$ 2,76 bilhões, ou 4,8%, nos produtos da indústria de transformação.
Já nas importações, abril de 2026 registrou crescimento de US$ 4,3 milhões, ou 0,4%, na indústria extrativa, e de US$ 1,51 bilhão, ou 7,4%, nos produtos da indústria de transformação. Houve queda de US$ 0,15 bilhão, ou 25,8%, na agropecuária.
No acumulado do ano, as importações cresceram US$ 2,94 bilhões, ou 3,6%, nos produtos da indústria de transformação, enquanto houve queda de US$ 0,49 bilhão, ou 21,4%, na agropecuária, e de US$ 0,22 bilhão, ou 5,3%, na indústria extrativa.
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