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Governo prevê PIB de 2,56% para 2027 e queda da inflação em novo projeto

​Texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias enviado ao Congresso projeta crescimento econômico estável e Selic em um dígito a partir de 2028
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De acordo com as estimativas apresentadas, o controle de preços deve se consolidar, levando a inflação oficial, medida pelo IPCA, para o patamar de 3,04% no próximo ano. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (15), o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2027. O documento estabelece as bases para o orçamento do próximo ano e traz uma visão otimista sobre a atividade econômica. A projeção oficial é que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registre uma expansão de 2,56% em 2027, superando levemente os 2,33% previstos para o fechamento de 2026.

​A equipe econômica aposta na estabilidade para os anos seguintes. De acordo com as estimativas apresentadas, o controle de preços deve se consolidar, levando a inflação oficial, medida pelo IPCA, para o patamar de 3,04% no próximo ano.

Para o período entre 2028 e 2030, a meta do governo é manter o índice rigorosamente em 3%, o que representaria um recuo significativo frente aos 3,74% esperados para o ciclo atual.

Metas de inflação e margem de tolerância

Para 2027, a projeção de 3,04% para o IPCA coloca o país dentro da meta contínua definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O sistema atual trabalha com um centro de meta de 3%, mas permite uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

​Na prática, isso significa que a inflação brasileira poderá flutuar entre 1,5% e 4,5% no próximo ano sem que a meta seja considerada oficialmente descumprida. O governo acredita que o cumprimento desse intervalo ajudará a reduzir a incerteza econômica e atrair novos investimentos produtivos para o país.

Trajetória de queda dos juros básicos

Outro ponto de destaque no PLDO 2027 é a estimativa para a taxa Selic. Atualmente fixada em 14,75% ao ano — um patamar considerado elevado para conter pressões inflacionárias —, a taxa de juros básicos deve iniciar um ciclo de recuo gradual. O governo prevê uma Selic média acumulada de 10,55% para 2027.

​A grande expectativa, contudo, recai sobre o ano de 2028, quando os juros finalmente voltariam a patamares de um dígito, alcançando 9,27%. A trajetória descendente continua nas projeções de longo prazo, com estimativas de 8,27% para 2029 e chegando a 7,27% em 2030, o que baratearia o custo do crédito para empresas e consumidores.

Câmbio e a cotação do barril de petróleo

No que diz respeito ao mercado de moedas, o texto enviado aos parlamentares prevê um dólar relativamente estável, mas acima do patamar atual. A taxa de câmbio média estimada para 2027 é de R$ 5,47. Para os anos seguintes, as variações devem ser pequenas, com o câmbio oscilando entre R$ 5,45 e R$ 5,53 até 2030.

​Por fim, o governo adotou uma postura cautelosa em relação às receitas vindas do petróleo. Embora o barril esteja sendo negociado atualmente na casa dos US$ 100, o PLDO utiliza uma estimativa muito mais baixa para calcular os royalties da União: US$ 67,69 para o próximo ano.

Com informações da Agência Brasil.

Leia também: FMI reduz projeção global, mas eleva estimativa do PIB para o Brasil

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