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CSN obtém incentivo fiscal da Sudene para cimenteira na Paraíba

Elizabeth Cimentos, em Alhandra (PB), com capacidade de 1,3 milhão de toneladas/ano, integra rodada de 24 incentivos fiscais que somam R$ 460 milhões em investimentos
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Contemplada com benefícios fiscais da Sudene, a Elizabeth Cimentos LTDA, em Alhandra (PB), tem capacidade de produção de 1,3 milhão de toneladas de cimento por ano. Foto: Divulgação
Contemplada com benefícios fiscais da Sudene, a Elizabeth Cimentos LTDA, em Alhandra (PB), tem capacidade de produção de 1,3 milhão de toneladas de cimento por ano. Foto: Divulgação

A Elizabeth Cimentos LTDA, unidade instalada em Alhandra (PB), obteve aprovação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) para o benefício de redução do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) em projeto que já acumula R$ 65,9 milhões em investimentos. A unidade paraibana tem capacidade de produção de 3 mil toneladas de clínquer por dia e volume anual de 1,3 milhão de toneladas de cimento, conforme nota da Sudene publicada em 10 de abril.

A empresa, constituída em 2010 e inaugurada em 2015 com investimento inicial de R$ 350 milhões, foi adquirida em junho de 2021 pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), grupo controlado pelo empresário Benjamin Steinbruch. A unidade opera atualmente sob a marca CSN Alhandra, em área de 100 hectares na Rodovia PB-028, no Distrito de Andreza Mucatu, a 40 km de João Pessoa, e produz cimentos Portland dos tipos CP II F 32, CP II F 40 e CPV ARI Granel, com quadro de 201 a 300 funcionários, segundo dados do cadastro empresarial.

A aquisição da Elizabeth Cimentos integrou a estratégia de expansão da CSN Cimentos no mercado nacional. Em maio de 2024, a CSN firmou acordo de exclusividade para a compra da InterCement, da holding Mover Participações — operação que, se concluída, posicionaria o grupo como líder nacional em vendas de cimento, desafiando décadas de domínio da Votorantim Cimentos. A unidade de Alhandra é um dos ativos centrais dessa estratégia de expansão no Nordeste.

Rodada de incentivos fiscais

A aprovação integra um pacote de 24 pleitos de incentivos fiscais deliberados pela Sudene para empresas em oito estados. O conjunto soma R$ 460,2 milhões em investimentos já realizados e 3.628 empregos, dos quais 760 são novos postos de trabalho, segundo a autarquia. Os benefícios estão distribuídos entre Espírito Santo (6), Bahia (4), Ceará (4), Pernambuco (4), Paraíba (2), Minas Gerais (2), Rio Grande do Norte (1) e Piauí (1).

Por tipo de projeto, são 14 de implantação, 8 de modernização, 1 de retificação de laudo e 1 de diversificação de linha de produção, conforme a Coordenação-Geral de Benefícios Fiscais e Financeiros da autarquia.

Os setores contemplados incluem infraestrutura, indústria química, turismo, metalurgia, têxtil, alimentos, papel e celulose e minerais não metálicos — categoria que abrange a produção de cimento da unidade paraibana.

Outros projetos de destaque

Além da Elizabeth Cimentos, dois projetos se destacam pelo volume de investimento. A Indústria de Embalagens Espírito Santo LTDA aplica R$ 77,3 milhões na implantação de unidade em Linhares (ES) voltada à produção de chapas, embalagens de papelão ondulado e papel-cartão. A CMA Terminals do Brasil LTDA investiu R$ 63,9 milhões em Fortaleza (CE), com atuação na movimentação de contêineres.

Seis dos projetos aprovados estão em municípios que recebem, pela primeira vez, empresas beneficiadas com incentivos fiscais da Sudene: Conselheiro Pena (MG), Itaguaçu (ES) e Granja (CE) estão nesse grupo. Outros municípios como Limoeiro (PE), Itarantim (BA), Ribeirópolis (SE) e Cajueiro da Praia (PI) ampliaram sua base produtiva com novas empresas incentivadas. Esses municípios têm população entre 8 mil e 56 mil habitantes. Cajueiro da Praia registra IDH de 0,546, conforme dados da Coordenação-Geral de Incentivos e Benefícios Fiscais e Financeiros da Sudene.

Retorno sobre investimento

O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, citou estudo da Universidade Federal de Viçosa (UFV) sobre empresas beneficiadas no setor de alimentos e bebidas que registraram aumento médio de até 20,5% no emprego e 24% na massa salarial.

Segundo o estudo, para cada R$ 1 investido pelas empresas, foi gerado mais de R$ 1 em efeitos na economia regional. “São empreendimentos de diversos setores, da indústria de transformação à infraestrutura, que apresentam um impacto positivo na economia da Região, com a geração de emprego e renda”, afirmou o diretor substituto de Gestão de Fundos e Incentivos Fiscais, Wandemberg Almeida.

*Com informações da Sudene

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