
O Sindifisco-PE, que representa auditores fiscais e julgadores administrativo-tributários de Pernambuco, decidiu adiar, por unanimidade, a votação sobre a deflagração de greve. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada nesta quinta-feira (19) e a nova deliberação foi remarcada para a próxima terça-feira (24).
O adiamento ocorreu após o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria da Casa Civil, convidar a entidade para uma reunião, marcada para esta sexta-feira (20), com o objetivo de discutir as reivindicações da categoria.
Segundo o sindicato, a abertura desse canal de diálogo representa um avanço após meses de tentativas de negociação sem retorno efetivo por parte da gestão estadual.
“A decretação de greve de qualquer categoria tem como objetivo trazer o outro lado para a mesa de negociação. Felizmente, antes da decisão que provavelmente seria aprovada hoje, o Governo nos chamou para conversar. Participaremos da reunião com o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça, confiantes de que podemos chegar a um entendimento”, afirmou o presidente do Sindifisco-PE, Nilo Otaviano. A assembleia contou com cerca de 400 participantes.
Apesar do adiamento, o sindicato reforça que a possibilidade de paralisação permanece. “Os auditores fiscais seguem firmes na defesa de um sistema tributário eficiente, justo e capaz de sustentar o desenvolvimento do Estado. Quando a estrutura responsável por esse processo é enfraquecida, toda a sociedade é impactada”, destacou Otaviano.
A entidade também aponta preocupação com a condução da política fiscal do Estado, citando decisões consideradas unilaterais e a ausência de diálogo como fatores que podem comprometer a arrecadação e a capacidade de investimento público. Para o Sindifisco-PE, o debate ultrapassa pautas corporativas e envolve o funcionamento da Secretaria da Fazenda e a sustentabilidade das finanças estaduais.
Nos últimos meses, o sindicato afirma ter buscado, de forma contínua, abrir canais de negociação e construir soluções equilibradas. No entanto, relata um cenário de enfraquecimento institucional, com medidas que impactam a atuação dos auditores e a eficiência da arrecadação.
“Estamos apostando no entendimento com o governo a partir da reunião de amanhã, de forma que, até a segunda-feira, possamos avançar nos principais pontos da pauta do Fisco estadual. O momento exige responsabilidade fiscal e planejamento estratégico, já que a arrecadação deste ano servirá de base para o repasse de recursos do Fundo de Equalização de Receitas, com a implantação do IBS”, concluiu Nilo Otaviano.
Veja também:











