
A empresa de energia Oncorp anunciou um memorando de entendimento com a GNLink, voltado à distribuição de gás natural liquefeito (GNL) em pequena escala pelo modal rodoviário. A OnCorp está implantando um terminal de regaseificação de GNL no Porto de Suape e a GNLink é a empresa que ganhou uma concorrência para fornecer GNL, de caminhão, às empresas do Sertão do Araripe.
Segundo o diretor-presidente da Oncorp, João Guilherme Mattos, a iniciativa representa uma etapa decisiva para a viabilização do terminal. “A assinatura desse memorando, nesse momento, além de simbólica, é muito importante, pois a gente começa agora a focar na parte de small scale, que o terminal vai ter uma grande contribuição a fazer, considerando a sua localização geográfica. A 1000 quilômetros de raio de Suape, a gente vai conseguir atender várias áreas que hoje não são atendidas por gasoduto e que vão necessariamente ter que fazer uma transição para o GNL”, explica o executivo.
Ele afirma também que um dos pontos da parceria é o fornecimento de GNL ao Sertão do Araripe, que num primeiro momento será realizado pela GNLink. “Depois, vamos contribuir com o nosso terminal”, afirmou João Mattos, acrescentando que o navio que vai fazer a regaseificação do combustível deve chegar ao Porto de Suape no ultimo trimestre de 2027. O terminal vai receber o gás regaseificado.
“Acreditamos que o small scale vai ser agora realmente o foco do nosso terminal, uma vez que o large scale (grande escala), que é o gás do gasoduto, já está bem endereçado com os dois usuários do terminal”, argumentou João Mattos.
O Terminal de GNL de Suape é visto como uma infraestrutura estratégica para fornecer gás natural a Pernambuco e estados vizinhos. Depois da parceria com a GNLink, o terminal pretende fornecer o combustível a cidades em regiões onde a malha de transporte por gasodutos ainda é limitada, viabilizando a logística de distribuição por meio de modais alternativos, como caminhões criogênicos, e/ou por trem pela futura ferrovia Transnordestina, segundo informações do Oncorp. A GNLink tem experiência neste tipo de operação.
O fornecimento do GNL ao Araripe
O fornecimento do GNL ao Araripe também passa por uma questão ambiental porque várias indústrias da região usam a lenha nem sempre comprada de projetos certificados. A GNLink venceu uma concorrência da Copergás para fornecer o GNL às empresas do Araripe por quatro anos.
Na primeira etapa do projeto, a previsão é de que a GNLink forneça 4 milhões de metros cúbicos de gás natural por ano que serão utilizados por oito empresas. A primeira entrega estava prevista para este mês de março.
O projeto inteiro prevê o fornecimento de 40 milhões de metros cúbicos por ano que serão usados em 46 indústrias do Sertão do Araripe com a implantação de um total de três terminais de regaseificação e um investimento total de cerca de R$ 300 milhões realizado pela Copergás e parceiros.
A previsão inicial é de que o gás que vai para o Araripe tenha origem num terminal de liquefação de gás que a GNLink tem no município de Assú, no Rio Grande do Norte. A GNLink pertence pertence à Lorinvest e Copa Energia.
Já a Oncorp tem vários projetos de energia no Brasil e na Argentina, atuando em serviços de geração termelétrica independente. Desde 2002, as empresas voltadas ao setor energético, que compõe a Oncorp, contribuem em cinco grandes projetos do Sistema Interligado de Energia Nacional totalizando uma produção de mais de 600 megawatt (MW) por mês.
Leia também
Gás chega ao Araripe em março com investimento inicial de R$ 60 mi











