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Bahia firma parceria na Índia para fabricar remédios contra o câncer

Consórcio Nordeste integrou comitiva presidencial na Índia para ampliar oportunidades comerciais para a região
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Governo da Bahia fechou acordo em missão na Índia
Acordo durante missão na Índia vai garantir produção de quatro medicamentos contra o câncer na Bahia. Foto: Fidelis Melo

O Consórcio Nordeste encerrou sua missão oficial à Índia com um acordo concreto na área da indústria farmacêutica e a ampliação de oportunidades comerciais para a região. A Bahia formalizou parceria para produzir no estado quatro medicamentos de alta complexidade voltados ao tratamento oncológico, por meio da Bahiafarma, em cooperação com empresas indianas. Para os demais estados nordestinos, os efeitos da missão tendem a ocorrer de forma indireta, a partir dos acordos estratégicos firmados pelo governo federal.

Compondo a comitiva liderada pelo presidente Lula, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, representou os demais gestores nordestinos. No sábado (21), o Governo da Bahia firmou parceria que viabiliza a produção de quatro medicamentos de alta tecnologia por meio da Bahiafarma. Entre eles estão o Nivolumabe e o Pertuzumabe, usados em tratamentos oncológicos e considerados de alta complexidade no SUS.  

O acordo envolve transferência de tecnologia com as farmacêuticas indianas Biocon e Dr. Reddy’s, além da brasileira Bionovis, e está alinhado ao esforço de reduzir dependência externa, fortalecer a produção nacional de insumos estratégicos e ampliar o acesso a terapias avançadas via SUS. “É um momento muito importante para a Bahia. Esse espaço é uma oportunidade também de apresentar o nosso potencial para que empresários indianos possam investir no estado”, afirmou Jerônimo Rodrigues.

Demais estados devem se beneficiar de acordos federais

Embora apenas a Bahia tenha formalizado um acordo direto durante a missão, o Consórcio Nordeste informou que os demais estados da região serão impactados pelos compromissos firmados pelo governo federal com a Índia.

Entre os principais pontos anunciados estão um acordo pioneiro para cooperação em minerais críticos e terras raras, estratégicos para a transição energética e para a cadeia de tecnologias digitais; parcerias na área de saúde e indústria farmacêutica, incluindo cooperação entre a Anvisa e a agência reguladora indiana; além de entendimentos nas áreas de defesa, aviação, inteligência artificial, transformação digital e modernização logística.

No campo comercial, Brasil e Índia reafirmaram a meta de elevar o fluxo bilateral, hoje estimado em cerca de US$ 15 bilhões anuais, para até US$ 30 bilhões nos próximos anos, com potencial de expansão ainda maior segundo autoridades presentes no Fórum Empresarial Brasil–Índia, realizado em Nova Délhi.

missão india consorcio nordeste
Comitiva do Consórcio Nordeste participou de rodadas de negócios em missão oficial na índia. Foto: Divulgação

Representando o presidente do Consórcio Nordeste e governador de Alagoas, Paulo Dantas, o secretário de Relações Federativas e Internacionais de Alagoas, Júlio Cezar, destacou que a presença da região na agenda internacional é estratégica para ampliar mercados. “Nosso objetivo é abrir caminho para que o Nordeste possa exportar mais e ganhar mercado”, afirmou.

Durante a missão, a ApexBrasil identificou 378 oportunidades comerciais com aderência à produção nordestina, especialmente nos segmentos de alimentos, energias renováveis e minerais estratégicos, áreas nas quais a região já apresenta competitividade consolidada.

Rodada de negócios mirou fertilizantes e agroindústria

Além da agenda oficial em Nova Délhi, o Consórcio Nordeste participou de rodada de negócios em Mumbai, onde manteve reunião com a multinacional indiana Sharda Cropchem, gigante do setor de fertilizantes e insumos agrícolas. A empresa, que já opera no Brasil, demonstrou interesse em expandir suas atividades e avaliou o Nordeste como polo viável para novos investimentos e possível instalação de unidades produtivas.

Para o secretário-geral do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, a participação ativa da região em fóruns internacionais é essencial para disputar investimentos.

“É muito importante que a gente apresente ao mundo o potencial do Nordeste. Somos o maior produtor de energia limpa do país e competimos na atração de empresas. Esse protagonismo precisa ser traduzido em desenvolvimento econômico e social”, afirmou.

Leia mais: Com 10 acordos, Brasil e Coreia ampliam cooperação em alta tecnologia

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