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Leilão do novo terminal de veículos de Suape deve ocorrer em maio de 2026

Suape protocolou na Antaq documentos para o arrendamento do Terminal SUA 01, destinado à armazenagem de veículos e cargas Ro-Ro
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Terminal de veículos de Suape
Terminal de veículos de Suape: entre janeiro e agosto deste ano, Suape registrou a passagem de 65.010 carros. Foto: divulgação

A administração do Complexo Industrial Portuário de Suape protocolou na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) os documentos necessários para o arrendamento do Terminal SUA 01, destinado à movimentação e armazenagem de veículos e cargas Ro-Ro (Roll-on/Roll-off). Foram entregues o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Financeira (EVTEA), além das minutas do contrato e do edital do processo licitatório.

A etapa atual marca o início da análise técnica por parte do órgão regulador. Com parecer favorável da Antaq, o processo será encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU). A expectativa é que o leilão de concessão ocorra em maio de 2026. O terminal está localizado na retroárea do Cais 4 e deve ampliar a capacidade do hub de veículos do porto, o mais movimentado do Norte e Nordeste.

Entre janeiro e agosto deste ano, Suape registrou a passagem de 65.010 veículos, um crescimento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2024, foram movimentadas 80.051 unidades, em sua maioria exportadas pelo Polo Automotivo da Stellantis, localizado em Goiana, na Mata Norte de Pernambuco.

Com área total de 101.391 metros quadrados e pavimentação em concreto rígido, o terminal terá capacidade estática mínima para 4.218 veículos e movimentação anual estimada em cerca de 100 mil unidades. A infraestrutura será voltada para automóveis de passeio, veículos comerciais leves, caminhões, ônibus, tratores e demais cargas rodantes. A prancha média projetada é de 127 toneladas por hora.

Arrendamento em Suape será de 25 anos

O contrato de arrendamento terá vigência de 25 anos. Caberá ao futuro operador realizar os investimentos nas edificações administrativas e operacionais, aquisição de equipamentos e implantação dos sistemas necessários ao funcionamento do terminal. A área é classificada como brownfield, ou seja, já dispõe de estruturas permanentes.

Segundo o diretor de Desenvolvimento e Gestão Portuária de Suape, Rinaldo Lira, a operação privada tende a aumentar a eficiência, reduzir riscos logísticos e garantir maior previsibilidade no transporte de cargas de alto valor. Ele destaca que Suape reúne condições para atender à crescente demanda por operações Ro-Ro com segurança e estrutura adequada.

Desde 2022, a autoridade portuária de Suape atua como poder concedente, o que garante maior autonomia na condução dos processos de arrendamento. O modelo permite a cessão onerosa de áreas públicas à iniciativa privada por prazo determinado, contribuindo para modernização e ampliação da competitividade do setor portuário.

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