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Vale do Catimbau ganha experiência imersiva em realidade virtual

Experiência desenvolvida pelo MEMP em parceria com o TikTok e o Centro Anajô reúne mapa 3D, sítios arqueológicos e histórias de comunidades locais para fortalecer o turismo sustentável no Vale do Catimbau
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  1. Ministério do Empreendedorismo lança experiência imersiva em realidade virtual do Vale do Catimbau em parceria com TikTok
  2. Plataforma permite explorar segundo maior sítio arqueológico brasileiro sem sair de casa através de tecnologia 3D
  3. Comunidades quilombolas e indígenas participaram da construção definindo locais e histórias da experiência virtual
  4. Vale do Catimbau possui parque nacional com 62 mil hectares de formações rochosas e pinturas rupestres
  5. Projeto visa ampliar visibilidade do destino, estimular turismo sustentável e criar oportunidades para empreendedores locais
Experiências turísticas no Nordeste: Parque Nacional do Vale do Catimbau, no município de Buíque, em Pernambuco
Link gratuito disponibiliza experiência imersiva em 3D no Vale do Catimbau, o segundo maior parque arqueológico do Brasil – Foto: MTur/Divulgação

Conhecer as paisagens, as pinturas rupestres, as trilhas e a riqueza cultural do Vale do Catimbau sem precisar sair de casa já é possível. Um projeto lançado pelo pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), em parceria com o TikTok e o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô permite que visitantes explorem um dos mais importantes patrimônios arqueológicos do Brasil por meio de uma experiência imersiva em realidade virtual, que combina tecnologia, turismo e valorização das comunidades locais. O projeto pode ser acessado por este link.

O Movimento Econômico desenvolveu a série de reportagens “Descobrindo o Vale do Catimbau”. Na primeira matéria, apresentamos o projeto de capacitação de negócios locais da cadeia o turismo por parte do Sebrae. Já na segunda matéria, mostramos como a trajetória da Vinícola Rupestre e como a produção de vinho pode incrementar os negócios da região. O terceiro texto mostra o trabalho desenvolvido por mulheres da região através da Cooperativa de Produção do Vale do Catimbau (COOP Catimbau) que vem transformando o fruto do licuri, ou ouricuri, como é mais conhecido em Pernambuco, em óleos, sabonetes, biojoias, artesanato e alimentos, criando oportunidades para dezenas de mulheres da região.

Além de oferecer um passeio virtual, a plataforma pretende ampliar a visibilidade do destino, estimular o turismo sustentável e criar novas oportunidades para micro e pequenos empreendedores que atuam na região.

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Localizado no Agreste pernambucano, o Vale do Catimbau abriga o Parque Nacional do Catimbau, criado em 2002, com mais de 62 mil hectares. Considerado o segundo maior sítio arqueológico do Brasil, o território reúne formações rochosas, centenas de pinturas rupestres, trilhas e áreas de grande importância ambiental, histórica e cultural.

Comunidades participaram da construção

A plataforma começou a ser desenvolvida em agosto de 2025 e foi construída de forma colaborativa. Comunidades quilombolas e indígenas do entorno do parque participaram da definição dos locais que seriam registrados e das histórias que passariam a integrar a experiência virtual. Também colaboraram a Prefeitura de Buíque, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Sebrae e outras instituições.

O resultado é um ambiente digital que reúne um mapa tridimensional interativo do território, relatos de lideranças comunitárias, guias de turismo, artesãos e empreendedores, além de apresentar trilhas, sítios arqueológicos, pinturas rupestres e espaços utilizados em rituais indígenas, sempre com autorização e mediação do ICMBio.

O acesso pode ser feito pela internet ou com o uso de óculos de realidade virtual. A plataforma também funciona como uma vitrine para pequenos negócios locais, incluindo ateliês, iniciativas comunitárias e empreendimentos ligados ao turismo e ao artesanato.

Tecnologia como ferramenta de desenvolvimento

Além de proporcionar uma visita imersiva, o projeto utiliza escaneamento em 3D para preservar digitalmente parte do patrimônio do Vale do Catimbau. A tecnologia também será utilizada como ferramenta de educação patrimonial e de promoção turística, fortalecendo a economia local por meio da valorização da cultura e dos saberes tradicionais.

Segundo o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, a proposta demonstra que inovação tecnológica e desenvolvimento econômico podem caminhar juntos quando as comunidades são colocadas no centro das políticas públicas.

“O empreendedorismo também nasce da identidade de um território. Ao conectar tecnologia, turismo e empreendedorismo, estamos ampliando a visibilidade dos pequenos negócios locais e criando condições para que o desenvolvimento sustentável se traduza em mais renda e mais oportunidades para quem vive no território. É assim que o Governo Federal promove o desenvolvimento: valorizando as vocações de cada região, preservando nosso patrimônio e transformando cultura e inovação em oportunidades para quem empreende”, afirmou.

Turismo, cultura e empreendedorismo

Para o diretor de Responsabilidade Social do TikTok no Brasil, Handemba Mutana, o projeto tem potencial para ampliar o alcance internacional do Vale do Catimbau e gerar benefícios permanentes para os moradores da região.

“No TikTok, acreditamos no poder da tecnologia como ferramenta para amplificar histórias que celebram a identidade cultural. Para além de projetar o Catimbau, tanto nacionalmente como globalmente, e reforçar seu potencial turístico, queremos que esta iniciativa traga impactos reais para a comunidade local. Implementamos com muito sucesso uma estratégia semelhante no Parque Memorial Quilombo dos Palmares e conectamos os mesmos parceiros do Vamos Subir a Serra para ampliar o nosso impacto no Nordeste. É uma experiência transformadora, impacta empreendedores da região e estabelece um compromisso de longo prazo com a valorização e a proteção do Vale”, afirmou.

A experiência foi inspirada em um projeto semelhante realizado no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga (AL), que também utilizou tecnologia 360º para democratizar o acesso ao patrimônio cultural brasileiro.

Preservação e geração de renda

A gestora do Projeto Vamos Subir a Serra, Simone Benchimol, destacou que o projeto foi concebido em diálogo com as comunidades locais. “Esse projeto é também um instrumento de preservação da memória e valorização dos saberes locais, construído em diálogo com as comunidades do território”, disse.

Já a coordenadora-geral do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, Valdice Gomes, avalia que a iniciativa fortalece o potencial do Catimbau como destino de turismo arqueológico e referência em inovação socioambiental. “É gratificante poder colaborar com essa ação que une o saber ancestral com a modernidade, visando a valorização e fortalecimento do Parque Nacional do Catimbau enquanto importante rota de turismo arqueológico e território de inovação socioambiental”, afirmou.

Além da plataforma, o projeto prevê ações de capacitação para empreendedores da região, conectando pequenos negócios a oportunidades de qualificação e promoção. A expectativa é ampliar o fluxo turístico, fortalecer a economia local e consolidar o Vale do Catimbau como um polo de turismo sustentável e de base comunitária. A entrega oficial da iniciativa para a população local ocorrerá em um evento previsto para acontecer em breve no próprio parque.

Leia também: Do saber ancestral à patente: licuri conecta mulheres do Catimbau à bioeconomia

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