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Desemprego sobe para 5,8%, mas é o menor índice desde 2012, aponta IBGE

Comportamento sazonal em saúde e educação elevou a taxa no mês, mas rendimento médio do trabalhador brasileiro bate recorde e atinge R$ 3.679
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Os dados divulgados pelo IBGE mostram que o país possui atualmente 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões em busca de trabalho. Foto: Agência Brasil/Arquivo

A taxa de desemprego no Brasil registrou uma oscilação para cima no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 5,8%. O índice é superior aos 5,2% medidos no período terminado em novembro, mas representa um marco histórico: é o menor resultado para este período específico do ano desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. No mesmo intervalo de 2025, o desemprego era de 6,8%.

​Os dados, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o país possui atualmente 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões em busca de trabalho.

O aumento da desocupação em relação ao final do ano passado é explicado, principalmente, pela perda de vagas temporárias.

Sazonalidade afeta setores de saúde e educação

A queda no número de ocupados (cerca de 874 mil pessoas a menos que no trimestre encerrado em novembro) foi impulsionada pelos segmentos de saúde, educação e construção. Segundo o IBGE, esse movimento é típico da transição entre anos.

​A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, detalhou os motivos dessa redução. ​“Parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público. Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade.”

Salário médio do brasileiro atinge valor histórico

Se por um lado o número de vagas recuou, por outro, quem está trabalhando está ganhando mais. O rendimento médio real do trabalhador atingiu R$ 3.679, o maior valor já registrado pela pesquisa.

O montante representa uma alta de 5,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior, já descontada a inflação.

​De acordo com Adriana Beringuy, o fenômeno está ligado à estrutura atual do mercado. ​“O crescimento do rendimento vem sendo impulsionado pela grande demanda de trabalhadores, acompanhada de tendência de maior formalização em atividades de comercio e serviços”, disse.

Estabilidade na carteira assinada e queda na informalidade

A radiografia do mercado de trabalho aponta que o número de empregados com carteira assinada no setor privado se manteve estável em 39,2 milhões. Já o contingente de trabalhadores por conta própria soma 26,1 milhões de pessoas, um crescimento de 3,2% em relação a fevereiro de 2025.

​Outro dado relevante é a taxa de informalidade, que recuou para 37,5% da população ocupada (38,3 milhões de trabalhadores), contra os 37,7% registrados no trimestre encerrado em novembro. O IBGE considera informais aqueles que atuam sem garantias como férias e cobertura previdenciária.

​A pesquisa Pnad Contínua visita 211 mil domicílios em todo o país e considera desocupada apenas a pessoa que efetivamente buscou uma vaga nos 30 dias anteriores ao levantamento. O recorde negativo de desemprego no Brasil continua sendo os 14,9% registrados durante o auge da pandemia, entre 2020 e 2021.

Com informações da Agência Brasil.

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