
Uma plataforma digital georreferenciada e interativa, pioneira no Brasil, focada em atrair investimentos para Pernambuco e impulsionar a transição energética regional entrou em operação nesta quinta-feira (2). A ferramenta centraliza dados estratégicos sobre o potencial energético, infraestrutura e aspectos socioambientais do território pernambucano. O objetivo principal do sistema é simplificar as análises de viabilidade para novos empreendimentos no estado.
A Plataforma Energética de Pernambuco funciona como uma evolução do antigo Atlas Eólico e Solar. A nova tecnologia foi desenvolvida pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDEC) e executada pelo Senai.
Pela primeira vez no país, um único ambiente virtual integra dados de matrizes limpas, redes elétricas, recursos hídricos, gasodutos, logística e conectividade.
Inteligência de dados para o desenvolvimento econômico
De acordo com a secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto, a ferramenta reúne informações fundamentais em um ambiente digital único para tornar o processo de decisão de investidores e empresários muito mais ágil e qualificado.
Segundo a gestora, a iniciativa atua diretamente no aumento da competitividade do Estado. O foco inicial está na atração de negócios estruturados que gerem mais emprego e renda para a população local. A secretária explicou ainda que o sistema atende todas as organizações interessadas em conhecer dados lógicos de infraestrutura, topografia e acessos necessários para expandir ou iniciar operações.
Ferramenta viva conta com mais de 60 camadas de dados
O sistema interativo permite cruzamento de informações territoriais diretamente na tela, buscas de endereços específicos, medições de áreas de interesse e geração automática de relatórios técnicos. Essas funcionalidades dão suporte completo às análises de localização.
De acordo com os órgãos envolvidos, a intenção é eliminar a assimetria de informações de mercado e conferir máxima eficiência ao investidor que estuda o território pernambucano. O modelo possibilita novos incrementos com o passar do tempo. A plataforma foi lançada com 60 camadas de dados ativas que mostram as diferentes vocações das regiões do estado, como a oferta de linhas de transmissão, de parques geradores de energia, de infraestrutura para mobilidade, fibras óticas e mutas outras informações.
“Esta é uma forma que nós temos de nos aproximar de todas as empresas, empresários e organizações para que consigam, acessando a plataforma, entender as potencialidades do Estado”, disse a secretária. De acordo com ela, os investidores poderão também sugerir informações que achem necessárias. Desta forma, a plataforma poderá ir ganhando novas camadas de dados. É uma plataforma viva”, explicou a secretária.

Investimento e integração com licenciamento
O desenvolvimento da nova plataforma digital contou com um investimento de R$ 1,6 milhão para a sua consolidação estrutural. Segundo o cronograma técnico do Governo de Pernambuco, o aporte financeiro garante que a ferramenta passe por processos de manutenção e atualização contínua de suas bases de dados rurais e urbanas.
O novo sistema funciona interligado à Plataforma Ecológico-Econômica de Pernambuco. Esta estrutura paralela é gerida pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e concentra dados essenciais para o planejamento verde.
A integração direta entre os sistemas tem como objetivo acelerar os processos de licenciamento ambiental e mitigar riscos jurídicos ou ecológicos antes do início das obras corporativas.
Tecnologia embarcada para simplificar o ambiente corporativo
A construção da ferramenta levou quatro anos de cooperação técnica entre o setor público e o sistema industrial. De acordo com o diretor de Inovação e Tecnologia do Senai-PE, Oziel Alves, as sociedades que alcançaram prosperidade econômica ao longo da história foram aquelas que usaram o conhecimento como base estrutural. O executivo acrescentou que o novo ambiente virtual reúne as informações e capacidades disponíveis em Pernambuco por meio de inteligência embarcada.
Segundo ele, o portal não funciona meramente como um repositório isolado que junta ou segrega relatórios antigos. De acordo com a fonte, a tecnologia aplicada serve expressamente para acelerar a captação de investimentos externos.
“A plataforma, ela não é apenas um ambiente onde segrega e junta informações. Ela traz inteligência embarcada com o objetivo de acelerar a atração de investimentos e simplificar o processo de identificação de potencialidades do nosso estado para os recursos de transição energética”, ressaltou.
Energia
O secretário executivo de Energia de Pernambuco (PE), Guilherme Sá, afirmou que a ideia inicial era de atualizar o Atlas Energético do Estado, mas o projeto acabou indo bem além, integrando também infraestrutura, logística, topografia e camadas socioambientais em um ambiente dinâmico e atualizável.
“A transição energética não é só uma pauta ambiental, mas uma agenda econômica, industrial e de inovação. A plataforma ajuda a conectar o potencial renovável do estado com empreendimentos produtivos que consumam essa energia localmente”, ressaltou.
Sá destacou que a plataforma ajuda a conectar o potencial renovável do estado com empreendimentos produtivos que consumam essa energia localmente.
Cronograma de acesso para empresas e sociedade geral
O cronograma de utilização da tecnologia foi dividido em etapas para garantir o suporte técnico adequado aos usuários. O sistema de cadastro já está aberto para organizações. Nesta primeira fase, o acesso completo está restrito a entidades setoriais, empresas privadas, universidades corporativas e institutos de pesquisa científica.
Ainda segundo Oziel Alves, as instituições interessadas passam por um processo interno de análise e validação cadastral antes de receberem as credenciais definitivas.
Validação técnica aponta aprovação máxima do mercado
O período de testes e validação da plataforma foi realizado com um grupo de usuários convidados de diferentes segmentos produtivos. Representantes de federações industriais, pesquisadores e líderes de entidades setoriais avaliaram o desempenho das ferramentas de mapas e relatórios. O resultado da pesquisa interna apontou uma recepção positiva e consistente do mercado econômico.
Nas dimensões avaliadas pelo comitê técnico, o índice de satisfação atingiu a marca de 100% de respostas posicionadas entre as classificações “satisfeito” e “muito satisfeito”.
Além disso, um total de 90,9% dos profissionais participantes da validação classificaram as funcionalidades da plataforma como úteis ou muito úteis para o andamento das atividades estratégicas de suas respectivas corporações.
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