
É no antigo prédio da Sudene, tombado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e cedido à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 2017, que o Parque.TeC UFPE vai instalar sua sede definitiva. A licitação das obras está em curso sob responsabilidade da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE (Fade-UFPE), com R$ 9,6 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) já garantidos via Edital de Apoio a Parques Tecnológicos em Implantação e em Operação 01/2021.
O Edifício Celso Furtado, inaugurado em 1974 às margens da BR-101 em Recife, foi um dos principais símbolos do planejamento econômico regional no Nordeste. Ao longo dos anos, o complexo abrigou setores da Justiça do Trabalho e outros órgãos públicos federais, além da própria Sudene. Com a extinção da autarquia no início dos anos 2000, o imóvel perdeu parte de sua ocupação institucional.
Cedido à UFPE em 2017, passou a abrigar apenas algumas atividades administrativas da universidade enquanto aguardava revitalização. O tombamento pelo Fundarpe, ocorrido entre a captação dos recursos e o início da licitação, exigiu adequações no projeto arquitetônico e estrutural para equilibrar a modernização dos espaços de inovação com as exigências de preservação histórica do imóvel.
Na primeira etapa das obras, serão recuperados três andares da Torre Norte. O espaço abrigará incubadora, áreas de coworking, laboratório de inovação em Saúde Digital, salas para startups e empresas âncoras e auditório modular. O avanço do Parque.TeC ocorre num contexto de expansão dos ecossistemas de inovação no Nordeste.
A região conta com 19 iniciativas de parques tecnológicos entre operação, implantação e planejamento, representando 17% do total nacional de 113 estruturas mapeadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em levantamento de outubro de 2025. Desse total nordestino, 6 parques estão em operação consolidada, distribuídos por Pernambuco, Paraíba, Ceará, Sergipe e Bahia.
Novo ciclo com 34 projetos da UFPE
O parque iniciou também um novo ciclo de aceleração com 34 projetos apoiados. Na pré-incubação, 17 projetos foram aprovados em edital e outros 10 desenvolvidos em parceria com o Hospital das Clínicas da UFPE. Na incubação, 7 startups passam a integrar o ecossistema. O ciclo inclui trilha de pré-incubação pelo programa Early Stage, realizado pelo Sebrae Pernambuco, voltado a projetos em fase inicial de validação.
A abertura do VI Programa de Formação de Startups, em 20 de maio, incluiu a graduação de 4 startups que concluíram o programa de incubação: ArqueaTEC, Move’s Brasil, Matech Solution e BioredOX. O pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFPE, Pedro Carelli, afirmou que o parque tem potencial para transformar conhecimento científico em negócios. “Esse projeto de implantação de um ambiente de inovação destinado à geração de empresas de base tecnológica e científica a partir das pesquisas da UFPE tem o potencial de gerar um retorno extraordinário de relevância social e econômica da nossa universidade”, declarou.
*Com informações da UFPE
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