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UFPE transformará patrimônio da Sudene em polo de inovação tecnológica

Edifício Celso Furtado, tombado pela Fundarpe e inaugurado em 1974, receberá obras de R$ 9,6 mi para abrigar a sede definitiva do Parque.TeC UFPE no Recife
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  1. Edifício histórico da Sudene será transformado em parque tecnológico com investimento de R$ 9,6 milhões da Finep.
  2. Primeira etapa reforma três andares da Torre Norte para incubadora, coworking, laboratório de Saúde Digital e startups.
  3. Nordeste possui 19 parques tecnológicos em operação, implantação e planejamento, representando 17% do total nacional.
  4. Parque.TeC inicia novo ciclo com 34 projetos apoiados entre pré-incubação e incubação de startups tecnológicas.
  5. Projeto equilibra modernização do espaço com exigências de preservação histórica do imóvel tombado pela Fundarpe.
Prédio da Sudene terá reforma iniciada por três andares da torre norte para abrigar parque tecnológico da UFPE Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco
Prédio da Sudene terá reforma iniciada por três andares da torre norte para abrigar parque tecnológico da UFPE Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

É no antigo prédio da Sudene, tombado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e cedido à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 2017, que o Parque.TeC UFPE vai instalar sua sede definitiva. A licitação das obras está em curso sob responsabilidade da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE (Fade-UFPE), com R$ 9,6 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) já garantidos via Edital de Apoio a Parques Tecnológicos em Implantação e em Operação 01/2021.

O Edifício Celso Furtado, inaugurado em 1974 às margens da BR-101 em Recife, foi um dos principais símbolos do planejamento econômico regional no Nordeste. Ao longo dos anos, o complexo abrigou setores da Justiça do Trabalho e outros órgãos públicos federais, além da própria Sudene. Com a extinção da autarquia no início dos anos 2000, o imóvel perdeu parte de sua ocupação institucional.

Cedido à UFPE em 2017, passou a abrigar apenas algumas atividades administrativas da universidade enquanto aguardava revitalização. O tombamento pelo Fundarpe, ocorrido entre a captação dos recursos e o início da licitação, exigiu adequações no projeto arquitetônico e estrutural para equilibrar a modernização dos espaços de inovação com as exigências de preservação histórica do imóvel.

Na primeira etapa das obras, serão recuperados três andares da Torre Norte. O espaço abrigará incubadora, áreas de coworking, laboratório de inovação em Saúde Digital, salas para startups e empresas âncoras e auditório modular. O avanço do Parque.TeC ocorre num contexto de expansão dos ecossistemas de inovação no Nordeste.

A região conta com 19 iniciativas de parques tecnológicos entre operação, implantação e planejamento, representando 17% do total nacional de 113 estruturas mapeadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em levantamento de outubro de 2025. Desse total nordestino, 6 parques estão em operação consolidada, distribuídos por Pernambuco, Paraíba, Ceará, Sergipe e Bahia.

Novo ciclo com 34 projetos da UFPE

O parque iniciou também um novo ciclo de aceleração com 34 projetos apoiados. Na pré-incubação, 17 projetos foram aprovados em edital e outros 10 desenvolvidos em parceria com o Hospital das Clínicas da UFPE. Na incubação, 7 startups passam a integrar o ecossistema. O ciclo inclui trilha de pré-incubação pelo programa Early Stage, realizado pelo Sebrae Pernambuco, voltado a projetos em fase inicial de validação.

A abertura do VI Programa de Formação de Startups, em 20 de maio, incluiu a graduação de 4 startups que concluíram o programa de incubação: ArqueaTEC, Move’s Brasil, Matech Solution e BioredOX. O pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFPE, Pedro Carelli, afirmou que o parque tem potencial para transformar conhecimento científico em negócios. “Esse projeto de implantação de um ambiente de inovação destinado à geração de empresas de base tecnológica e científica a partir das pesquisas da UFPE tem o potencial de gerar um retorno extraordinário de relevância social e econômica da nossa universidade”, declarou.

*Com informações da UFPE

Leia também: Sudene entrega estudo para destravar trecho da Transnordestina até Suape

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