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Sergipe concentra os dois maiores reajustes de energia do Nordeste

Com 12,87% na Sulgipe e 6,86% na Energisa, Sergipe concentra os dois maiores reajustes tarifários de energia do Nordeste no ciclo anual de 2026 aprovado pela Aneel
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  1. Sergipe é único estado nordestino com duas distribuidoras no ciclo anual de reajuste tarifário 2026.
  2. Sulgipe registra maior reajuste da região com 12,87%, aprovado pela Aneel em 22 de agosto.
  3. Energisa Sergipe teve segundo maior índice nordestino com 6,86%, já em vigor desde abril.
  4. Sulgipe aplica 22,91% em alta tensão, enquanto maioria nordestina fica entre 7% e 10%.
  5. Pequena escala operacional da Sulgipe com 177 mil consumidores amplifica custos e encargos setoriais.
reajustes de energia Subestação Saquinho, localizada no município Tobias Barreto, em operação desde 1992 pela Sulgipe. Foto: Sulgipe/Divulgação
Subestação Saquinho, localizada no município Tobias Barreto, em operação desde 1992 pela Sulgipe. Companhia lidera em reajustes tarifários de energia no Nordeste. Foto: Sulgipe/Divulgação

Sergipe é o único estado do Nordeste com duas distribuidoras no ciclo de reajuste tarifário anual de 2026 e concentra os dois maiores índices da região. A Companhia Sul Sergipana de Eletricidade (Sulgipe) registrou efeito médio de 12,87%, o mais alto do bloco nordestino, aprovado na sexta-feira (22) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A Energisa Sergipe, que atende a maior parte do estado, teve reajuste de 6,86% aprovado em 22 de abril, o segundo maior índice regional. Ambos já estão em vigor.

A Sulgipe tem sede em Estância (SE) e fornece energia para 177.060 unidades consumidoras em 14 municípios: Arauá, Boquim, Cristinápolis, Estância, Indiaroba, Itabaianinha, Pedrinhas, Riachão do Dantas, Santa Luzia do Itanhy, Tobias Barreto, Tomar do Geru e Umbaúba, em Sergipe, além de Jandaíra e Rio Real, na Bahia.

A área de concessão totaliza 5.816 km², sendo 4.434 km² em Sergipe e 1.382 km² na Bahia. Os percentuais variam por segmento: consumidores residenciais da classe B1 terão alta de 9,71%; o efeito médio para a baixa tensão é de 10,13%; e a alta tensão registra o maior impacto, com 22,91%. A Aneel apontou alta dos encargos setoriais, custos de transporte e componentes financeiros como principais fatores.

O restante do Nordeste registrou índices significativamente menores no mesmo ciclo. Na Bahia, a Neoenergia Coelba teve efeito médio de 5,85%, com impacto residencial de 3,93%. No Ceará, a Enel registrou 5,78%; no Rio Grande do Norte, a Neoenergia Cosern ficou em 5,40%; em Alagoas, a Equatorial atingiu 5,43%; e em Pernambuco, a Neoenergia teve o menor índice médio do bloco, com 4,25%.

Concentração de reajustes de energia em Sergipe

O índice da Sulgipe supera em mais de 6 pontos percentuais o da Energisa Sergipe e em mais de 8 pontos o da Neoenergia Pernambuco, o menor do bloco. A diferença se acentua no segmento de alta tensão: enquanto a Sulgipe aplicou 22,91% nessa categoria, a maioria das distribuidoras nordestinas ficou entre 7% e 10% no mesmo grupo.

O porte reduzido da área de concessão é um fator estrutural relevante: com 177 mil unidades consumidoras distribuídas em 5.816 km², a Sulgipe opera em escala significativamente inferior às grandes distribuidoras da região, o que eleva o custo médio de fornecimento e amplifica o peso dos encargos setoriais e dos componentes financeiros sobre a tarifa. A Energisa Sergipe, por sua vez, atende mais de 919 mil unidades consumidoras, base cerca de 5 vezes maior, o que dilui os mesmos tipos de custo e resulta em índice proporcionalmente menor.

*Com informações da Aneel

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