- Publicidade -

Evento da Refinaria Abreu e Lima vira defesa da reeleição de Lula

Discursos no evento da retomada da Refinaria Abreu e Lima é marcado por apelos à reeleição do presidente. Lula condena ataques às mulheres
- Publicidade -
O ministro Silvio Costa Filho defendeu a reeleição do presidente Lula, durante evento da retomada de obras da Refinaria Abreu e Lima Foto: Ricardo Stuckert/PR
O ministro Silvio Costa Filho defendeu a reeleição do presidente Lula, durante evento da retomada de obras da Refinaria Abreu e Lima Foto: Ricardo Stuckert/PR

No anúncio da retomada das obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), os investimentos ficaram em segundo plano. Ao longo de três horas, os discursos que se sucederam no palco montado na entrada da indústria o transformaram em palanque político, com defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do primeiro ao último discurso.

“O dia que eu aprender a ser presidente, e eu quero aprender, por isso vou precisar de mais um mandato”, destacou o próprio Lula, na sua fala de 25 minutos, arrancando gargalhadas dos presentes e sendo bastante aplaudido.

Logo no início da cerimônia, o diretor da Área de Refino da Petrobras, William França, deu o mote que foi utilizado à exaustão por convidados, políticos e ministros presentes. Ele lembrou que no último sábado (29), o Flamengo foi tetracampeão da Taça Libertadores. Enquanto recebia vaias dos presentes, arrematou: “Em 2026 o Brasil vai ter outro tetra, o presidente Lula, que irá para o quarto mandato”, disse, transformando as vaias em aplausos efusivos.

Escalada para falar em nome dos funcionários, Suzana Maria da Silva lembrou que teve a oportunidade de fazer cursos e que deve isso ao presidente. “Nunca tive oportunidade de fazer um curso, porque minha mãe tinha 12 filhos. Quem fazia, contava com a sorte. Hoje tenho vários cursos. Lula é o meu presidente o meu voto nunca vai deixar de ser dele”, falou.

Diferentemente de outros atos em Pernambuco, e sem qualquer subterfúgio, os oradores defendiam abertamente a reeleição do presidente. Um dos ministros a discursar, Silvio Costa Filho, elencou os feitos de Lula e pediu ajuda aos céus para que ele seja reeleito.

“Infelizmente, nós perdemos muito no governo anterior, com o ex-presidente da República. Foram quatro, cinco, seis anos de obras paralisadas. Praticamente, Pernambuco não teve uma obra, uma ação. Foi um desrespeito ao povo pernambucano. Por onde temos andado no nosso Estado, temos observado um conjunto de obras do Governo Federal. É a duplicação da BR-423, são seis institutos federais, mais de 25 mil unidades do Minha Casa, Minha Vida, além de investimentos em educação, saúde e infraestrutura que têm colocado Pernambuco na rota do desenvolvimento econômico”, disse, acrescentando: “Se Deus quiser, em 2026 ele vai se reeleger presidente do Brasil”.  

Lula sobre abusadores: “Até a morte é suave”

Mas o evento não foi só de defesa eleitoral. Em um momento duro do seu discurso, o presidente Lula afirmou que a sucessão de casos de agressões e mortes de mulheres no País exige resposta direta das autoridades e da sociedade. Ele se emocionou ao mencionar episódios recentes divulgados pela imprensa e declarou que “a morte é suave” como pena para um homem que abusou e agrediu uma menina. Relatou ainda um caso ocorrido na Bahia envolvendo uma criança de dois anos e repetiu: “Até a morte é suave para o agressor”.

Ao comentar a reação da primeira-dama, Lula afirmou que sua esposa, Rosângela da Silva, chorou ao acompanhar reportagens recentes. Segundo ele, “Janja pediu que eu assuma a responsabilidade de uma luta mais dura contra a violência do homem contra a mulher no planeta Terra”. O presidente perguntou: “O que está acontecendo na cabeça do ser humano para tanta violência?”, indagou, relacionando os casos a um ambiente de intolerância e reincidência que, segundo ele, precisa ser enfrentado com políticas integradas.

Veja também:

Raquel Lyra sobe o tom em Suape e antecipa clima eleitoral ao lado de Lula

- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Notícias

- Publicidade -