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Ex-presidente Jair Bolsonaro é preso pela PF

A decisão do STF foi motivada pela garantia da ordem pública diante da convocação de uma vigilância por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro
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Jair Bolsonaro Alexandre de Moraes STF julgamento trama golpista
Bolsonaro está preso na Superintendência da PF/Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado, 22 de novembro de 2025, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão ocorreu por cerca de 6 horas, no condomínio onde Bolsonaro residia em Brasília, e ele foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala especial para autoridades de alta relevância.

A decisão do STF para a prisão preventiva foi motivada pela garantia da ordem pública, especialmente diante da convocação de uma vigilância de apoio ao ex-presidente por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, que teria potencial para aglomerações e risco a terceiros. A Polícia Federal cumpriu o mandato como medida cautelar, não se tratando do início do cumprimento de uma pena definitiva.

A prisão ocorre no contexto de condenações anteriores de Bolsonaro e aliados por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada, mas nesta ação específica, o ex-presidente é o único alvo da medida aplicada pela Justiça nesta manhã. A defesa de Bolsonaro informou recentemente que ele cumpriu pena domiciliar devido ao seu estado de saúde debilitado, pleito ainda em análise.

Na últila sexta-feira, (21), a defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo os advogados, Bolsonaro tem doenças permanentes, que demandam “acompanhamento médico intenso” e, por esse motivo, o ex-presidente deve continuar em prisão domiciliar.

O pedido da defesa pretende evitar que Bolsonaro seja levado para o presídio da Papuda, em Brasília.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas.

Na semana passada, a Primeira Turma da Corte rejeitou os chamados embargos de declaração do ex-presidente e de mais seis acusados para reverter as condenações e evitar a execução das penas em regime fechado.

No próximo domingo (23), termina o prazo para a apresentação dos últimos recursos pelas defesas. Se os recursos forem rejeitados, as prisões serão executadas.

Riscos ao prisoneiro Bolsonaro

De acordo com a defesa, a ida de Bolsonaro para o presídio terá “graves consequências” e representa risco à vida do ex-presidente.

Os advogados apresentaram exames e disseram que Bolsonaro apresenta saúde debilitada e quadro diário de soluço gastroesofágico, falta de ar e faz uso de medicamentos com ação no sistema nervoso central.

Os problemas de saúde são decorrentes da facada desferida contra Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018, segundo a defesa. 

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