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Demanda por galpões cresce 200% em Teresina com e-commerce e academias

Academias, centros de distribuição e supermercados são os principais setores de olho nesses tipos de imóveis em Teresina
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Galpão utilizado pela Magazine Luiza em Teresina. Foto: Divulgação
Magazine Luiza conseguiu galpão em Teresina para atender demanda inclusive do seu varejo digital. Foto: Divulgação
Por Mateus Rocha, do site Piauí Negócios

A procura por galpões e grandes terrenos disparou em Teresina nos últimos cinco anos. Impulsionada pelo e-commerce, redes de academia, supermercados e atacadistas, a busca por esses tipos de imóveis cresceu mais de 200%, segundo estimativas de corretores locais.

Segundo Pedro Nogueira, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Piauí (Creci-PI), a demanda por galpões se intensificou após a pandemia, principalmente por parte de empresas ligadas à logística e ao varejo digital (e-commerce), como Mercado Livre e Magazine Luíza.

“Galpões de pequeno e médio porte, entre 300 e 900 metros quadrados, são hoje os mais procurados. Eles estão sendo usados para distribuição de produtos, com entrega mais rápida ao consumidor final”, afirma. Segundo corretores consultados pelo Piauí Negócios, o valor do aluguel do metro quadrado nesses tipos de imóveis varia de R$ 15 a R$ 40.

As BRs 316, 343, o Polo Sul empresarial e as imediações do Rodoanel estão entre as áreas mais visadas para empreendimentos logísticos. Já para academias, há forte demanda em avenidas como Zequinha Freire, Miguel Rosa e Barão de Gurgueia, onde imóveis antigos estão sendo adaptados para receber unidades das grandes redes.

Nogueira destaca que a preferência é por bairros com maior densidade populacional, como as zonas Leste e Sudeste, e que o valor médio do aluguel vai depender da estrutura do imóvel. “Pé-direito alto, acabamento e localização influenciam muito no preço. Galpões mais bem equipados têm valor agregado maior”, afirma.

Demanda por galpões em Teresina Pedro Nogueira, presidente do CRECI-PI Foto: Divulgação
Demanda por galpões em Teresina se intensificou após a pandemia, afirma o presidente do Creci-PI, Pedro Nogueira. Foto: Divulgação

Academias disputam espaços em Teresina

Outro setor que tem pressionado a demanda é o de academias de grande porte. No início de 2025, a Selfit abriu uma unidade em terreno na Avenida Zequinha Freire, na Zona Leste da cidade. Com planos de abrir mais oito academias em 2026, a empresa tem publicado anúncios no seu perfil do Instagram à procura de espaço. A mesma estratégia também tem sido usada pelas concorrentes Sky Fit e Simplifit.

De acordo com Danys Queiroz, presidente do Conselho Regional de Educação Física da 15ª Região (CREF15/PI), o número de academias em Teresina chegou a 124 unidades em 2024, um crescimento de 28% em relação ao ano anterior.

“Hoje, o investidor não é apenas o profissional de educação física que sonha em ter a sua academia, mas também empresários de outros setores que estão apostando nesse mercado”, afirma.

O corretor de imóveis e empresário Gustavo Mendes, da G&G Imóveis, relata que a busca de espaços para academias criou um cenário de escassez nos galpões e espaços entre 1.000 e 2.000 metros quadrados.

“Houve uma aceleração na procura por galpões nesse porte, principalmente por redes de academias que querem se instalar em avenidas movimentadas. Hoje é difícil encontrar esse perfil de imóvel disponível”, diz.

Mendes cita as zonas Leste, Sul e Norte como as mais buscadas para academias, enquanto a zona Sul, especialmente ao longo da BR-316, é mais atrativa para o setor atacadista e logístico. A sua imobiliária, G&G, também aproveitado o aquecimento do mercado para oferecer por galpões.

procura por galpões logísticos em Teresina
Redes de academias de ginástica usam redes sociais para divulgar interesse por imóveis comerciais de grande porte em Teresina. Foto: Instagram/Reprodução

Posição estratégica no Nordeste

O corretor Delano Martins reforça que a procura é explicada pela melhora crescimento da cidade e sua localização estratégica. “Teresina está no centro de um eixo logístico que conecta Maranhão, Ceará, Pernambuco e Bahia. Grandes redes de supermercados, empresas de autopeças e até concessionárias têm buscado galpões para estoque e distribuição”, afirma.

Martins estima uma alta de 200% na procura por esses tipos de imóveis desde 2020. “Todo mundo que pega um terreno hoje constrói um galpão não leva nem dois meses para alugar, quando não já está alugado antes mesmo de ser concluída”, conta. Delano também menciona o surgimento de projetos de condomínios de galpões, tendência comum em capitais maiores que começa a ganhar espaço em Teresina.

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