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​Irã envia proposta revisada aos EUA para destravar acordo de paz

​Após Donald Trump rejeitar termos anteriores e os classificar como inaceitáveis, Teerã utiliza mediação do Paquistão para apresentar novo plano de cessar-fogo
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  1. Irã envia proposta revisada aos EUA com mediação paquistanesa para encerrar conflito no Oriente Médio.
  2. Trump descartou proposta anterior como inaceitável, sinalizando possível mudança de postura após nova versão.
  3. Documento anterior exigia cessar-fogo imediato, suspensão de sanções petrolíferas por 30 dias e indenizações.
  4. Diplomatas paquistaneses esperam flexibilização iraniana em pontos específicos para tornar acordo mais aceitável.
  5. Militar iraniano ameaça dificuldades de navegação no Estreito de Ormuz para países que sancionarem Irã.
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​Em entrevista recente à revista Fortune, Trump sinalizou uma mudança de tom, afirmando que o Irã parece estar ansioso para assinar um compromisso de cessar-fogo. Daniel Torok/White House

O governo do Irã enviou aos Estados Unidos uma versão atualizada de sua proposta em nova tentativa de colocar fim à guerra no Oriente Médio. A movimentação ocorre nesta segunda-feira (18), por meio da mediação diplomática do Paquistão, em um movimento que busca superar o impasse que mantém as negociações estagnadas. Fontes ligadas ao processo indicam que o tempo para evitar o prolongamento do conflito é curto.

​O movimento diplomático ganha contornos de urgência após o presidente americano, Donald Trump, ter descartado duramente a resolução anterior. Na ocasião, o republicano afirmou em suas redes sociais que o documento apresentado pelos representantes iranianos era totalmente inaceitável.

Agora, com a nova proposta revisada em mãos, Washington avalia se os termos atendem às exigências impostas pela Casa Branca. ​Em entrevista recente à revista Fortune, Trump sinalizou uma mudança de tom, afirmando que o Irã parece estar ansioso para assinar um compromisso de cessar-fogo.

Entretanto, o presidente pontuou que, no passado, o regime costumava enviar documentos que não condiziam com o que havia sido acordado verbalmente, o que gerou a rejeição dos planos anteriores.

As bases da nova tentativa de entendimento

A proposta que havia sido anteriormente vetada por Trump, segundo informações da CNN e da agência Tasnim, focava no encerramento imediato da guerra e em garantias contra novos ataques ao território iraniano.

Um ponto crucial era a exigência de suspensão das sanções da Ofac relacionadas à comercialização de petróleo por um período de 30 dias, visando aliviar a economia do país.

​Além disso, o texto anterior reivindicava o pagamento de indenizações pelos danos de guerra e reforçava o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz. Com o envio do novo documento revisado, a expectativa de diplomatas paquistaneses é de que Teerã tenha flexibilizado pontos específicos para tornar o acordo mais palatável ao governo americano, embora o conteúdo detalhado da revisão ainda seja mantido sob sigilo.

​A necessidade de um entendimento inicial é vista como o único caminho para encerrar o bloqueio naval que asfixia a região. Enquanto a diplomacia tenta avançar em Pequim e Washington, o campo de batalha continua a registrar baixas severas de ambos os lados, pressionando os líderes mundiais por uma solução definitiva.

Ameaças de retaliação no Estreito de Ormuz

​Apesar da abertura para negociações, o setor militar do Irã mantém uma postura de vigilância e ameaça. O brigadeiro-general Amir Akraminia, porta-voz do Exército, declarou que qualquer nação que decida seguir os Estados Unidos na aplicação de sanções econômicas contra a República Islâmica enfrentará dificuldades ao navegar pelo Estreito de Ormuz.

​Essa passagem estratégica é vital para o comércio global de combustíveis, e a sinalização de “problemas” para navios estrangeiros serve como um lembrete do poder de barganha de Teerã. A instabilidade na rota marítima reflete diretamente nos preços internacionais do barril de petróleo, afetando mercados desde a Ásia até a América Latina.

​O rastro de destruição desde fevereiro

O conflito armado teve início em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado de forças dos EUA e Israel em Teerã, que atingiu sistemas de defesa e resultou na morte de figuras do alto escalão do regime.

Desde então, o Irã retaliou com ofensivas em países vizinhos, como Iraque, Jordânia e Catar, alegando focar apenas em alvos de interesse de seus adversários.

​O custo humano tem sido devastador para as populações civis. Estimativas de agências de direitos humanos apontam que mais de 1.900 iranianos morreram desde o começo das hostilidades.

Do lado americano, a contagem oficial registra 13 soldados mortos em combate direto, evidenciando que a guerra por procuração e os ataques de drones têm escalado para confrontos fatais.

​A crise também atinge o Líbano, onde o Hezbollah mantém confrontos com Israel após a morte de Ali Khamenei. No território libanês, o número de vítimas já ultrapassa 2.800 pessoas.

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