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Plenário da ONU se esvazia em protesto durante fala de Netanyahu

Netanyahu discursou para plenário vazio na ONU após delegações deixarem o salão em protesto. Brasil usou keffiyeh em solidariedade palestina. Premiê israelense atacou "pântano antissemita" da ONU e ameaçou prosseguir destruição em Gaza
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Plenário da ONU se esvazia em protesto durante fala de Netanyahu
Cadeiras vazias marcam protesto histórico na ONU: delegações se retiram antes de Netanyahu falar. Foto: Loey Felipe/UN Photo

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu discursou para uma plateia praticamente vazia na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York na sexta-feira (26). Membros de delegações de diversos países começaram a deixar a plenária da ONU antes que o premiê começasse a falar, em um gesto diplomático de protesto sem precedentes.

Netanyahu foi vaiado ao subir no púlpito para discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas, evidenciando a tensão no ambiente diplomático internacional. O esvaziamento do plenário ocorreu como forma de boicote às políticas israelenses em Gaza e no Líbano.

Entre as comitivas que abandonaram o salão em protesto estava a brasileira, que permaneceu acompanhando a sessão com o tradicional lenço palestino, o keffiyeh, em sinal de apoio à causa palestina.

Os “inimigos de Israel”

Diante do plenário esvaziado, Netanyahu afirmou que os inimigos de Israel são os inimigos de todo o mundo. “Odeiam-nos a todos de igual forma. Eles querem arrastar o mundo moderno para os seus fanatismos”.

O primeiro-ministro israelense disse que o país anseia pela paz e por uma reconciliação histórica entre árabes e judeus; ao mesmo tempo ele afirmou a necessidade de combater “inimigos selvagens” e disse que “não existe local no Irã que o longo braço de Israel não possa alcançar e isso é verdade para todo o Oriente Médio”.

Em seu discurso para um plenário virtualmente vazio, mas com representantes de nações aliadas, Netanyahu ameaçou prosseguir com a destruição em Gaza caso os reféns mantidos pelo Hamas não sejam liberados.

Críticas às instituições internacionais

Diante das cadeiras vazias, o premiê voltou a atacar as instituições de governança global: “Até que este pântano antissemita seja drenado, a ONU será vista por gente de bem como nada mais que uma farsa desdenhosa”.

O premiê israelense falou a plenário esvaziado e criticou países que reconheceram Estado da Palestina, comparando a apoio a perpetradores do 11 de Setembro.

Impacto diplomático

A manifestação silenciosa das delegações que se retiraram representa um gesto significativo no cenário diplomático internacional, especialmente considerando o contexto das relações entre Israel e a comunidade internacional.

O episódio marca um momento histórico na diplomacia multilateral, demonstrando o crescente isolamento de Israel no cenário internacional em meio ao prolongamento do conflito em Gaza e à escalada das tensões no Oriente Médio.

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