
A Usina Termelétrica Porto de Sergipe 1 retomou nesta sexta-feira (26) sua maior operação desde 2021, após despacho antecipado autorizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Desde 25 de julho, a planta já acumula oito semanas de geração confirmadas, com expectativa de continuidade até dezembro.
Com a operação em curso, a Eneva, empresa responsável pela unidade, deve importar quatro cargas de Gás Natural Liquefeito (GNL) ainda neste ano, podendo chegar a seis. A arrecadação de ICMS sobre a importação pode alcançar R$ 12 milhões no segundo semestre, fortalecendo as contas estaduais e possibilitando investimentos em saúde, educação e infraestrutura.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, destacou que a retomada terá efeito direto sobre a economia sergipana. “Essa movimentação traz benefícios para a economia local e permite que o governo invista em áreas essenciais para a população. Como de praxe, seguimos oferecendo apoio institucional em todas as articulações”, afirmou.
Maior venda de gás para termelétrica
Menos de um ano após firmar acordo com a Sergipe Gás (Sergas), a Eneva projeta receita adicional de até R$ 3,5 milhões para a distribuidora em 2025. O Terminal de GNL de Sergipe já garantiu a venda de 250 milhões de metros cúbicos de gás natural neste ano, dos quais 45 milhões de metros cúbicos foram regaseificados.
A retomada das operações também reforça a posição estratégica do Hub Sergipe diante do Leilão de Reserva de Capacidade previsto para março de 2026. Para o secretário-executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, o certame pode ampliar as atividades do parque gerador, atrair novos investimentos e fortalecer a infraestrutura energética da região.
De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Nordeste responde por cerca de 30% da capacidade instalada em usinas movidas a gás natural no Brasil, sendo estados como Sergipe, Bahia e Maranhão os principais polos. O complexo Porto de Sergipe 1, com capacidade instalada de 1,5 GW, é considerado a maior termelétrica a gás da América Latina, o que coloca o estado em posição estratégica para a segurança do sistema elétrico nacional e para a atração de novas cadeias industriais dependentes de energia firme.
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