
A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) autorizou a liberação de R$ 106,2 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para a continuidade das obras da Ferrovia Transnordestina, em decisão tomada nesta quinta-feira (8), no Recife (PE). O valor faz parte de uma parcela contratual de R$ 1 bilhão prevista para 2025. Em dezembro do ano passado, a Sudene já havia liberado R$ 700 milhões desse total, e a expectativa é que o montante complementar seja repassado até março.
A autorização foi concedida após análise técnica da execução física, financeira e contábil do empreendimento pela Diretoria Colegiada da Sudene. As comprovações apresentadas foram validadas pelo Banco do Nordeste, agente operador do projeto.
Segundo o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, a decisão reforça o compromisso institucional com a regularidade da execução da obra, que está 100% contratada. A parte da Transnordestina que está em obra começa em Eliseu Martins, no Piauí, passa por Salgueiro, em Pernambuco, e depois desta cidade segue até o Porto de Pecém. Este trecho ficou conhecido como a Transnordestina do Ceará.
A Transnordestina do Ceará está orçada atualmente em cerca de R$ 15 bilhões e grande parte foi implantada com recursos da Sudene por meio do FDNE. A linha de crédito administrada pela autarquia prevê a aplicação de R$ 7,4 bilhões na obra até 2027.
Em dezembro do ano passado, o trecho cearense da ferrovia fez as primeiras operações experimentais com o transporte de milho transportado por 585 quilômetros, entre Bela Vista (PI) e Iguatu (CE).

Projeto original da Transnordestina incluía Salgueiro-Suape
As obras da Ferrovia Transnordestina foram iniciadas em 2006. Na época, o projeto era formado por dois grandes trechos: Eliseu Martins-Salgueiro-Pecém e o Salgueiro-Suape. Realizadas pela concessionária Transnordestina Logística S.A. (TLSA), as obras paralisaram em 2016.
O trecho cearense teve as obras retomadas em 2023 e vai ter o primeiro trecho concluído em 2027. Em 2022, a TLSA informou não ter interesse em continuar construindo o trecho pernambucano, que foi “devolvido” à União. Em Pernambuco, não há previsão de quando as obras serão retomadas.
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