
O assessor da diretoria de Empreendimentos da Infra S.A., Rafael Fernandes de Souza, disse que “a primeira licitação” da Ferrovia Salgueiro-Suape da Transnordestina deve ocorrer ainda neste segundo semestre. O primeiro trecho que terá as obras licitada é de Custódia-Arcoverde, com previsão de contratação da obra no primeiro trimestre de 2026. Ele participou do Seminário Conexões Transnordestina – A Ferrovia que Moverá Pernambuco – foi iniciado, nesta quinta-feira (24), em Salgueiro, a 512 km do Recife (PE). O evento foi promovido pela Sudene e o Movimento Econômico, com apoio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, do Governo Federal.
A previsão de conclusão das obras de Salgueiro-Suape é até 2029, segundo informações da Infra, estatal que está fazendo os projetos básicos e executivos no trecho Salgueiro-Suape que tem uma extensão de 544 km. “A expectativa é concluir todos os estudos até o começo do ano que vem”, afirmou Rafael.
Remanescentes da obra
O investimento total no trecho pernambucano é estimado em R$ 3,5 bilhões. Existem 179 km com obras finalizadas, entre Salgueiro e a Igreja de Custódia. Nessa parte, terão que ser feitos ajustes, mas o que foi construído está em boas condições, segundo Rafael. A obra do trecho pernambucano da Ferrovia está paralisada desde 2016.
A Infra também está tentando aproveitar o licenciamento ambiental feito pela Transnordestina Logística S.A. (TLSA), empresa que estava construindo a Ferrovia Transnordestina, que consiste na construção de dois grandes trechos ferroviários: um que vai de Eliseu Martins, no Piauí, até Pecém, no Ceará; e outro que iria de Salgueiro até Suape. A TLSA desistiu de construir o trecho Salgueiro-Suape em 2022.
“Temos convicções de que o trecho Salgueiro-Suape é economicamente viável”, argumentou Rafael, acrescentando que o “estado tem bastante interesse e as coisas fluem mais fácil com uma comunicação mais assertiva em torno da obra”. Ele também afirmou que as contribuições dadas pelos participantes do evento serão analisadas pela estatal.
“Em nosso projeto, não há previsão de construção de terminais pela Infra S.A. É uma iniciativa que será tomada pela iniciativa privada ou pela futura concessionária. Pela nossa experiência em outras ferrovias, é mais viável que a decisão sobre a localização seja tomada pelo setor produtivo”, explicou o diretor da Infra S.A.
Próximos seminários sobre a Transnordestina
A série de seminários percorrerá mais seis municípios estratégicos: Petrolina (13/08), Araripina (15/08), Belo Jardim (setembro), São Bento do Una (outubro), Caruaru e Recife (novembro). Em cada local, temas específicos como fruticultura, construção civil, indústrias de base e avicultura serão debatidos a partir de dados técnicos e projeções econômicas. A proposta é consolidar um diagnóstico territorial do potencial logístico e produtivo do estado.
Atualmente, o trecho da Transnordestina Eliseu Martins-Pecém está com 75% das obras executadas. A Sudene é uma das principais financiadoras da Ferrovia Transnordestina por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). Já foram destinados R$ 5,6 bilhões à obra e mais R$ 2,6 bilhões têm recursos assegurados via a autarquia.
As obras da Ferrovia Transnordestina que previa a construção dos dois trechos ferroviários (o cearense e o pernambucano) começaram em 2006. O trecho pernambucano continua paralisado e o do Ceará teve as obras retomadas em 2023.
Políticos, empresários e até os movimentos sociais defenderam a importância da conclusão do trecho ferroviário Salgueiro-Suape na abertura do Seminário Conexões Transnordestina – A Ferrovia que Moverá Pernambuco.
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