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AGU aciona Google para remover perfis ligados à promoção de apostas ilegais

De acordo com a AGU, perfis no Google oferecem ao usuário a opção de explorar atividades ilícitas sem qualquer ressalva
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  1. AGU notifica Google para remover perfis que promovem cassinos e apostas ilegais no YouTube
  2. Perfis ensinam criação de plataformas de apostas ilegais e estimulam jogos proibidos como o bicho
  3. Procuradoria aponta conteúdos com tutoriais e estratégias de marketing para jogos não autorizados
  4. Lei 14.790/2023 exige autorização do Ministério da Fazenda para operação de apostas reguladas
  5. Omissão na remoção de conteúdo pode gerar responsabilidade civil solidária à plataforma Google
Google
Google tem que remover perfis com tutoriais para sobre a criação de plataformas de apostas ilegais/Foto: Divulgação

A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou extrajudicialmente a Google, dona do Youtube, para a remoção de perfis que promovem e facilitam a criação de plataformas de cassino ilegais e estimulam jogos proibidos, como o do “bicho”.

Segundo a AGU, a medida visa combater a exploração de jogos ilegais e garantir o cumprimento da legislação nacional e de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), que promoveu a notificação, encaminhou documento à empresa Google apontando perfis com tutoriais para sobre a criação de plataformas de apostas ilegais, ou seja, que não estão autorizadas a operar no país. Um exemplo de indução vem com chamadas de “como criar uma plataforma de cassino” ou estratégias de marketing para o “jogo do bicho online”.

A AGU afirma que, embora os responsáveis pelos perfis se intitulem como empresas de marketing digital, “propagam livremente o jogo não regulado e estimulam práticas que configuram contravenção penal, conforme o Decreto-Lei nº 3.688/1941”.

A AGU disse ainda que esse tipo de conteúdo desconsidera as exigências legais de autorização e certificação, previstos na Lei 14.790/2023, que determina que apostas de quota fixa só podem ser exploradas mediante prévia autorização do Ministério da Fazenda.

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De acordo com a AGU, esses perfis oferecem ao usuário a opção de explorar atividades ilícitas sem qualquer ressalva.

Além disso, a notificação destaca que os próprios Termos de Uso do YouTube vedam a facilitação de acesso a serviços regulamentados, como sites de jogos de azar não certificados.

“A AGU alerta que a circulação sistemática desses materiais representa uma ameaça à integridade da informação e à proteção dos consumidores, podendo estar conectada a crimes como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. A omissão na remoção dos conteúdos pode gerar responsabilidade civil solidária à plataforma” disse a AGU.

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