
As cidades de Recife, Salvador e Fortaleza foram confirmadas como sedes da Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027, que será realizada no Brasil. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (7) pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino. A competição reunirá 32 seleções entre 24 de junho e 25 de julho, marcando a primeira edição do torneio em solo sul-americano.
Além das três capitais do Nordeste, o torneio terá jogos em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. As partidas ocorrerão em estádios que já sediaram jogos da Copa do Mundo de 2014, como a Arena Pernambuco (Recife), a Arena Fonte Nova (Salvador) e a Arena Castelão (Fortaleza), todos com estrutura aprovada em avaliações técnicas da entidade.
A definição das sedes marca uma nova etapa da preparação e dá início a ações de mobilização local, como a iluminação de monumentos, coletivas de imprensa, ativações em redes sociais e eventos com atletas. Segundo o ministro do Esporte, André Fufuca, o objetivo é transformar o evento em uma plataforma de impacto duradouro. “Lugares que já respiram esporte terão a oportunidade de deixar um legado transformador para suas cidades e próximas gerações”, afirmou.
Copa como vetor de desenvolvimento
De acordo com o governo federal, a expectativa é que o torneio gere impactos econômicos significativos, com movimentação de setores como turismo, hotelaria, alimentação, transporte e comércio. O Ministério do Esporte estima que a realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil poderá movimentar mais de R$ 3 bilhões.
A inclusão de três capitais nordestinas na competição é vista como estratégica para descentralizar os investimentos e ampliar o alcance do legado esportivo e social. As sedes regionais poderão se beneficiar de novos fluxos de visitantes, visibilidade internacional e fortalecimento das cadeias locais de serviços.
Estratégia nacional e igualdade de gênero
A Copa integra a Estratégia Nacional para o Futebol Feminino, coordenada pelo Ministério do Esporte. O plano inclui a formação de atletas, técnicas, árbitras e gestoras, além de ações para fomentar a base e promover maior participação de mulheres no esporte. “Queremos que o impacto chegue a todos os cantos do país e permaneça muito além de 2027”, afirmou Marileia dos Santos, diretora de Políticas para o Futebol Feminino.
Além da inclusão e da formação, o Brasil terá a responsabilidade de organizar o Torneio de Classificação para a Copa, que definirá as últimas três seleções classificadas. O país, como anfitrião, já está garantido na competição.
Histórico da competição e participação brasileira
A Copa do Mundo Feminina é realizada desde 1991 e teve como sedes sete países. Os Estados Unidos são os maiores campeões, com quatro títulos, seguidos por Alemanha (2), Noruega, Japão e Espanha. O Brasil busca um título inédito. O melhor resultado foi o vice-campeonato em 2007. A seleção feminina soma participações em todas as edições anteriores e disputará, em 2027, sua décima Copa, mantendo o recorde entre as nações.
A artilheira histórica dos Mundiais é a brasileira Marta, com 17 gols marcados. Formiga detém o recorde de participações, com sete Copas disputadas.
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