
O Nordeste brasileiro reafirma sua importância econômica no cenário nacional, com destaque para a concentração de sua riqueza em quatro estados. A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) apresentou há poucos dias a atualização do Info Nordeste 2024, um compêndio de indicadores sociais e econômicos da Região Nordeste em formato de infográficos.

O levantamento do SEI material traz um panorama do Nordeste com dados e informações extraídas de fontes fidedignas e sistematizadas para a fácil visualização.
Com uma população estimada em 57,1 milhões de pessoas em 2024, o Nordeste representa 26,9% da população brasileira, segundo dados do Info Nordeste 2025. Embora esse número signifique um crescimento absoluto, a participação relativa da região no total da população do país tem apresentado leve retração nas últimas décadas: era de 28,1% em 2000, caiu para 27,8% em 2010, até atingir o atual patamar. Essa redução pode estar associada ao crescimento mais acelerado das regiões Sudeste e Centro-Oeste, aliado à queda da taxa de natalidade e à migração interestadual.
PIB da Região
O levantamento mostra que a participação do Produto Interno Bruto (PIB) do Nordeste no Brasil. No decorrer dos últimos 30 anos, a região representava em torno de 14% da atividade produtiva nacional. Essa participação reduziu-se durante os anos 1990, mas voltou a aumentar até alcançar 13,8% em 2021, último dado disponível.

Dados do Info Nordeste 2025 mostram que Bahia, Pernambuco, Ceará e Maranhão respondem juntos por 72,2% do Produto Interno Bruto (PIB) regional. A Bahia lidera com 29,0% da participação, seguida de Pernambuco (17,7%), Ceará (15,4%) e Maranhão (10,1%).
A análise geral do PIB nordestino revela um crescimento constante. Em 2022, o Nordeste alcançou R$ 1,388 trilhão em valor, representando 13,8% do PIB nacional. A evolução dessa participação mostra oscilações: em 1985, a região representava 14,1% da economia brasileira, caindo para 12,0% em 1995, mas recuperando-se a partir de 2002 (13,1%) e atingindo 13,5% em 2010. A recuperação é atribuída à expansão dos setores de serviços, comércio e da agropecuária, além de investimentos em infraestrutura e digitalização.

A indústria de transformação apresenta configuração diversa entre os estados. A Bahia é destaque na fabricação de produtos químicos (16,6%), alimentícios (17,7%) e derivados de petróleo (12,7%). Pernambuco se sobressai com a indústria de veículos automotores (28,0%) e produtos químicos (15,8%). O Ceará concentra-se em metalurgia (15,5%) e produtos alimentícios (15,3%). Já o Maranhão tem participação relevante em papel e celulose (25,7%) e bebidas (22,7%). Alagoas lidera em produtos químicos (50,0%) e Sergipe em alimentícios (24,4%).

No agronegócio, a Bahia também assume protagonismo, liderando a produção de soja (51,8% da produção regional), milho (31,7%) e cacau (100%) – embora essa cultura comece a ganhar espaço em outros estados, como Sergipe. Pernambuco é o principal produtor de uva (86,8% da produção do Nordeste), enquanto Alagoas e Pernambuco destacam-se na produção de cana-de-açúcar – Alagoas com 32,1% da produção, e Pernambuco com 28,2%. Em rebanhos, a região lidera nacionalmente na criação de ovinos (71,2%) e caprinos (96%).

O setor de serviços e comércio é responsável por 70,4% da atividade econômica do Nordeste, segundo dados de 2022. Dentro do Valor Agregado Bruto (VAB), o comércio responde por 13,0% e a administração pública, por 24,2%. A região é responsável por 14,7% do VAB dos serviços em todo o país.
No mercado de trabalho, o Nordeste registrou 10,3 milhões de empregos formais em 2023. A maioria dos postos está concentrada em serviços (3,7 milhões) e administração pública (2,7 milhões), seguidos pelo comércio (1,8 milhão) e indústria de transformação (1,1 milhão). O rendimento médio mensal ficou em R$ 2.025,00 em 2023, segundo a PNAD Contínua.

Essa configuração econômica evidencia que, embora a região Nordeste ainda enfrente desafios estruturais, apresenta avanços importantes na diversificação produtiva, na ampliação do mercado de trabalho e na consolidação de sua relevância no cenário econômico nacional. Acesse aqui o material completo.
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