- Publicidade -

Apac faz alerta para El Niño que pode ser de moderado a forte

O alerta da Apac se baseou no fato de que alguns dos principais centros meteorológicos apontaram que o El Niño se encaminha para um episódio forte
- Publicidade -
Ouvir o Artigo Gerando áudio…
~3:36
  1. Apac prevê El Niño moderado a forte no segundo semestre de 2026 com alta probabilidade de ocorrência.
  2. Chuvas abaixo da média no leste pernambucano e temperaturas elevadas em todo Estado são esperadas para julho-setembro.
  3. El Niño historicamente reduz chuvas no Nordeste e Norte, aumentando secas que afetam recursos hídricos e agricultura regional.
  4. Setor agropecuário enfrentará maior demanda hídrica, estresse em culturas, deterioração de pastagens e pressão nos rebanhos.
  5. Agência monitora continuamente condições climáticas e compartilha informações com Defesa Civil para adotar medidas preventivas necessárias.
meteorologista da Agência Pernambucana do Clima (Apac), Edivânia Santos
A meteorologista da Agência Pernambucana do Clima (Apac), Edivânia Santos, diz que há probabilidade do fenômeno climático El Niño ser de moderado a forte. Foto: Apac/DivulgaçãoFoto: Apac/Divulgação

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) alertou para a alta probabilidade de desenvolvimento de um fenômeno El Niño entre moderado e forte durante o segundo semestre de 2026. Com isso, as previsões climáticas para o trimestre de julho, agosto e setembro indicam predominância de chuvas abaixo da média no setor leste de Pernambuco e temperaturas acima da média em todo o Estado. Historicamente, fortes do El Niño favorecem o aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste e a redução das chuvas em parte das regiões Norte e Nordeste.

De acordo com a Apac, há a necessidade de monitoramento contínuo das condições climáticas e da adoção de medidas preventivas para reduzir os impactos sobre os recursos hídricos, a agricultura, a pecuária e a população. O alerta se baseou no fato de que as previsões dos principais centros meteorológicos internacionais também apontam aumento da possibilidade de evolução para um episódio forte.

O fenômeno chama a atenção dos governos e do setor produtivo porque algumas das maiores secas do Nordeste setentrional ocorreram nos anos anos em que o El Niño ocorreu.

Segundo a meteorologista da Apac, Edvânia Santos, os impactos que resultam na intensidade do fenômeno depende de algumas variáveis, como a interação com outros sistemas oceânicos e atmosféricos, especialmente das condições térmicas do Oceano Atlântico Tropical.

Ainda de acordo com a Apac, entre fevereiro e maio de 2026, houve redução gradual das condições de seca em Pernambuco, favorecida por chuvas dentro da normalidade em diferentes regiões do Estado durante o período chuvoso, melhorando parcialmente as condições hidrológicas e agrícolas. No entanto, diante da previsão de um El Niño de moderado a forte e da possibilidade de temperaturas mais elevadas durante o período seco no Nordeste, existe potencial para agravamento da seca nos próximos meses, principalmente no interior do Estado.

O aumento das temperaturas favorece maior evaporação da água, intensifica o ressecamento do solo e eleva a demanda hídrica da vegetação, podendo pressionar ainda mais os recursos hídricos, sobretudo nas áreas mais vulneráveis e dependentes do armazenamento superficial de água. No setor agropecuário, os impactos esperados incluem aumento da demanda de água para irrigação e dessedentação animal, maior estresse hídrico nas culturas agrícolas, comprometimento das pastagens em períodos mais secos e quentes, aumento do estresse térmico nos rebanhos e necessidade de reforçar o planejamento hídrico e o manejo agropecuário.

O acompanhamento do El Niño

A Apac informa que acompanha mensalmente a evolução do cenário climático em conjunto com os demais estados do Nordeste, atualizando os prognósticos e compartilhando as informações com a Defesa Civil e outras instituições responsáveis pelo gerenciamento de riscos, além de disponibilizar os dados para a população. Segundo o secretário de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, o Governo de Pernambuco acompanha permanentemente os cenários climáticos para antecipar ações, fortalecer a gestão dos recursos hídricos e minimizar os impactos da estiagem.

Entre as ações de mitigação citadas pelo secretário estão a transferência de água entre bacias hidrográficas das regiões mais úmidas para as mais secas, o transporte de água do rio São Francisco para abastecimento de cidades e áreas rurais do Semiárido pernambucano, a dessalinização das águas e a redução de perdas nos sistemas de abastecimento.

Leia também

Sala de situação articula preparação do país para o “Super El Niño”

- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Notícias

- Publicidade -