
A Câmara de Comércio e Indústria Brasil–Coreia do Sul (CCIBK Brasil) instalou sua primeira representação institucional no Maranhão, com sede em São Luís. A chegada da entidade ao estado marca um passo importante na ampliação das relações econômicas, tecnológicas e culturais entre o Brasil, a Coreia do Sul e países da América Latina.
Na última terça-feira (25/11), representantes da CCIBK Brasil realizaram uma visita institucional à Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), oficializando o início das atividades locais. Com mais de duas décadas de atuação, a Câmara tem se consolidado como uma ponte estratégica entre empresas, governos e instituições sul-coreanas e brasileiras.
A representação maranhense será conduzida pelo escritório Costa da Silva & Jansen Advocacia, por meio dos advogados Luciane Costa, Nicomedes Jansen e Valber Costa. O grupo assume a responsabilidade de promover conexões entre o ecossistema empresarial local e as iniciativas da CCIBK Brasil, com foco em cooperação econômica, tecnológica, educacional e cultural.
Áreas de interesse no Maranhão
A atuação da Câmara no Maranhão será voltada a setores prioritários como comércio exterior e investimentos, tecnologia e inovação, educação e intercâmbio acadêmico, captação de investimentos estrangeiros, apoio à exportação de produtos maranhenses e integração de empresas às cadeias globais de valor.
Durante o encontro na FIEMA, o presidente da CCIBK Brasil, Pablo de Lima Palhano, e o diretor-geral da entidade, Rodrigo Lourenço, apresentaram oficialmente a nova representação ao vice-presidente executivo da FIEMA, Luiz Fernando Renner, além de diretores e representantes de sindicatos industriais dos segmentos de Alimentação, Panificação, Bebidas, Construção Civil, Gráfica, Sucroalcooleiro, entre outros.
“A presença da CCIBK Brasil no Maranhão nasce com o compromisso de aproximar o setor público, empresarial e acadêmico das oportunidades estratégicas oriundas da Coreia do Sul, uma das economias mais inovadoras do mundo. Acreditamos no potencial logístico, portuário e industrial do estado, além de sua riqueza educacional e cultural. Este é o início de um novo ciclo de cooperação internacional com impactos diretos no desenvolvimento regional”, afirmou Pablo Palhano.
Expectativas
“O Maranhão tem uma posição estratégica que pode favorecer um intercâmbio promissor com a Coreia do Sul. Acreditamos que essa aproximação trará frutos importantes, especialmente no campo das exportações”, destacou vice-presidente da FIEMA, Luiz Fernando Renner.
Já a presidente do Sindibebidas, Tânia Miyake, ressaltou as oportunidades específicas para o setor: “Identificamos várias possibilidades de cooperação, inclusive com produtos regionais, como a tiquira e o chá maranhense, cujas matérias-primas vêm da Amazônia e do Cerrado. Há um mercado promissor a ser explorado.”
Plano de ações para 2026
Durante o encontro, a CCIBK Brasil também apresentou seu plano de atuação conjunta com a FIEMA para 2026, que inclui:
- Transmissão simultânea de mais de 400 feiras internacionais de tecnologia, indústria e comércio da Coreia do Sul e de outros países asiáticos;
- Feira latino-americana promovida em parceria com a Câmara;
- Implantação de uma plataforma sul-coreana de e-commerce sob chancela da CCIBK Brasil;
- Captação de investimentos e apoio a projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) com recursos da Coreia do Sul.
Esta é a primeira vez que o Maranhão conta com uma representação institucional ligada à Coreia do Sul, o que abre novas perspectivas de internacionalização para empresas locais e reforça o posicionamento do estado como um polo estratégico de cooperação econômica e tecnológica no Nordeste brasileiro.
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