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GNLink e PetroReconcavo finalizam unidade de gás em Assú (RN)

A unidade terá capacidade de oferecer gás a clientes do Ceará, Pernambuco, Maranhão, além do próprio Rio Grande do Norte
Patricia Raposo
Patricia Raposo
De Recife CEO do Movimento Econômico [email protected]
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Marcelo Rodrigues, CEO da GNlink
Marcelo Rodrigues, CEO da GNLink/Foto: divulgação

A primeira unidade de liquefação e compressão de gás natural do Rio Grande do Norte, fruto da parceria entre a GNLink e a PetroReconcavo, foi concluída e entra em fase final de comissionamento. Localizada em Assú (RN), a planta já possui licença de operação emitida pelo IDEMA e aguarda liberação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para início das atividades. A governadora Fátima Bezerra prestigiou o evento.

Com investimento de R$ 125 milhões, a unidade terá capacidade de produzir até 100 mil metros cúbicos de gás por dia, atendendo clientes em um raio de até 1.000 km – incluindo os estados do Ceará, Pernambuco, Maranhão e o próprio Rio Grande do Norte. O combustível será transportado por carretas até locais sem acesso à rede encanada, ampliando a capilaridade do insumo na Região Nordeste.

Atualmente, apenas 5% dos municípios brasileiros contam com rede direta de gás natural. A nova planta contribuirá para reduzir esse déficit, oferecendo uma alternativa energética mais limpa, considerada estratégica no processo de transição para uma matriz de baixo carbono.

O projeto gerou cerca de 400 empregos diretos e indiretos durante as obras, com impacto positivo na economia local. A parceria entre GNLink e PetroReconcavo tem duração prevista de 10 anos e abrange toda a cadeia de fornecimento: liquefação, compressão, transporte, armazenamento e regaseificação. O gás será originado de campos próprios da PetroReconcavo no estado, onde a companhia detém 34 concessões.

“Esta é mais uma conquista na expansão do nosso portfólio de gás natural, que hoje representa 42% da produção da companhia. Estamos investindo em soluções logísticas próprias que dão mais autonomia à nossa operação e impulsionam o desenvolvimento do Nordeste”, afirma José Firmo, CEO da PetroReconcavo.

gás GNLink
O caminhão branco e verde será movidas a Gás Natural Liquefeito (GNL). Já o branco e azul, a Gás Natural Comprimido (GNC)/Foto: divulgação

Frota também movida a gás

A unidade terá frota de entrega da produção movidas a gás. Começam com três movidas a Gás Natural Liquefeito (GNL) e uma a Gás Natural Comprimido (GNC). “Os combustíveis garantem ainda mais sustentabilidade ao projeto”, diz Marcelo Rodrigues, CEO da GNLink. Para ele, a unidade de Assú representa um avanço estratégico na democratização do acesso ao gás natural no país, especialmente em áreas sem infraestrutura de gasodutos. “Essa entrega reforça nosso papel na transição energética”, assegura.

Esta é a terceira planta operacional da GNLink – as outras duas estão localizadas em Barra Bonita (PR) e Itabuna (BA). A distribuidora, fundada em 2022, pertence à gestora Lorinvest e à Copa Energia. Já a PetroReconcavo, com 25 anos de atuação, é pioneira na operação de campos terrestres maduros no Brasil e abriu capital na B3 em 2021.

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